quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Número de asteroides perto da Terra é menor do que previsto

Modelo novo da população estimada de asteroides a esquerda da foto e o modelo velho a direita.


A Nasa anunciou nesta quinta-feira (29) que a população de asteroides próximos à Terra é menor que o previsto. A agência espacial norte-americana convocou uma coletiva para comentar o novo "censo", obtidas graças às observações do telescópio espacial Wise. Os dados do projeto serão divulgados na revista científica "Astrophysical Journal".
Os astrônomos afirmam que a comunidade científica internacional já conhece 93% dos asteroides com comprimento acima de 1.000 metros. São 911 objetos descobertos contra um total 981 estimados. Nenhum deles pode cair na Terra nos próximos séculos, segundo os especialistas.
Saber quem esses "gigantes"  são e onde eles estão reduz as chances de um impacto com a Terra que não possa ser previsto pelos astrônomos. A Nasa acredita que todos os asteroides acima de 10 quilômetros - que poderiam acabar com a vida na Terra - são conhecidos e monitorados.
Durante o censo, a equipe do Wise considerou os astros que orbitam o Sol a uma distância de 195 milhões de quilômetros. Isso os torna próximos à Terra, que gira ao redor da estrela a aproximadamente 150 milhões de quilômetros.
Já os asteroides médios (entre 100 m e 1.000 m) também são menos frequentes do que se pensava. A Nasa afirma que existam apenas 19 mil deles perto da Terra, contra os 35 mil imaginados antes dos dados do Wise serem divulgados.

China lança o primeiro módulo de sua estação espacial

Foguete colocou em órbita o módulo não-tripulado Palácio Celestial , que será acoplado a outra nave em 2 meses

A China lançou nesta quinta-feira (29) seu primeiro módulo experimental como parte de um programa que pretende dar ao país uma estação espacial permanente até 2020.
O foguete Longa Marcha 2F, que transporta a nave Tiangong-1 (Palácio Celeste), decolou da base de Jiuquan (noroeste), no deserto de Gobi.
O lançamento aconteceu a dois dias da festa nacional chinesa, celebrada em 1º de outubro.
O presidente Hu Jintao estava no Centro de Controle de Voos Espaciais de Pequim. Também acompanharam o lançamento o primeiro-ministro Wen Jiabao e o vice-presidente Xi Jinping.
Dez minutos depois do lançamento, Tiangong-1 se separou sem problema, a 200 quilômetros da Terra, anunciou a agência oficial Xinhua. Em seguida, o módulo abriu os dois painéis solares.
Menos de 30 minutos após o lançamento, Chang Wanquan, diretor dos programas espaciais tripulados chineses, anunciou que a operação foi um "sucesso".
O canal de notícias estatal CCTV dedicou uma programação especial à entrada em órbita do módulo, com reportagens nacionalistas.

Imagem do Dia


A imagem acima foi tirada sobre o Oceano Índico por astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional. 
Com toda a atividade que foi ocorrendo no Sol recentemente, as auroras foram excepcionalmente brilhantes e criaram um show para os espectadores - tanto na Terra, como acima dela!
Astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) usaram uma câmera digital para capturar várias  fotografias da  aurora austral,  ou "luzes do sul", ao passar sobre o Oceano Índico em 17 de setembro de 2011. Você pode ver os raios que fluem abaixo como o ISS passou do sul de Madagascar até o norte da Austrália. Painéis solares e uma parte da Estação preencher o lado superior direito da fotografia.
Auroras são um sinal espetacular que nosso planeta é eletricamente e magneticamente ativos. Estes espectáculos de luz são provocadas pela energia do Sol e alimentada por partículas eletricamente carregadas capturados no campo magnético da Terra, ou magnetosfera. Neste caso, o espaço ao redor da Terra foi agitada por uma explosão de gás quente ionizado do Sol - uma ejeção de massa coronal - que deixou o Sol em 14 de setembro de 2011.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Missão da NASA pode contaminar Marte

Concepção artística da Curiosity em solo marciano // Crédito: NASA/JPL-Caltech
A panspermia é uma teoria que defende que a vida na Terra começou por causa de um meteoro que atingiu o planeta há bilhões de anos atrás. Ele teria trazido as primeiras bactérias, que teriam colonizado o planeta. Até hoje não existe nada que comprove a teoria. No entanto, estamos a ponto de comprovar que ela valeria no sentido inverso. A próxima nave enviada da Terra em direção a Marte pode carregar acidentalmente micróbios que vão colonizar o planeta vermelho.


Pelo menos é o que diz um estudo dos microbiólogos Andrew Schuerger e Krystal Kerney, que trabalham no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida. Eles simularam as condições que a Curiosity, o veículo que a NASA enviará ao planeta em agosto de 2012, irá enfrentar e descobriram que ela pode sim levar vida até Marte.

As chances, no entanto, são baixas. Antes de sair da Terra, os veículos espaciais costumam ser esterilizados até 4 vezes, para evitar esse tipo de contágio. Além disso, os micróbios que sobreviverem ao procedimento têm de enfrentar a radiação e os raios cósmicos que receberão no espaço – 75% deles morreriam nesse estágio. E as bactérias que conseguissem chegar até Marte ainda teriam que resistir às condições nada amigáveis do planeta, com altíssimos graus de radiação ultra-violeta e concentração de dióxido de carbono na atmosfera.

A Curiosity irá usar um paraquedas para pousar suavemente direto no solo de Marte. É esse contato imediato com o chão que pode proteger as bactérias. Os veículos que foram enviados anteriormente ao planeta desciam em plataformas de pouso, onde ficavam por alguns dias antes de explorar o solo. Quando simularam as condições dessas plataformas por 6 horas, os cientistas viram que 96,6% das bactérias foram mortas. Segundo os pesquisadores, com mais de um dia de exposição, não haveria sobreviventes.

Mas, ao simular o contato direto da Curiosity, eles descobriram que o solo e a poeira do planeta poderiam servir de proteção aos micróbios. Na simulação, 31,7% das amostras mostraram o aumento do número de bactérias após o pouso. Depois de 24 horas de exposição às condições de Marte, o nível de contaminação diminuiu 50%, mas ainda era alarmante. Agora, eles pretendem simular as condições do planeta por 8 dias, para ver se ainda existiriam sobreviventes.


NASA/JPL
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI267673-17770,00-MISSAO+DA+NASA+PODE+CONTAMINAR+MARTE.html



domingo, 25 de setembro de 2011

Imagem do Dia


 A Via Láctea brilha de forma magnífica sobre a ilha paradisíaca da Terra de Mangaia. Familiar para aqueles que vivem no hemisfério sul da Terra, as belas paisagens estelares incluem o centro galáctico, localizado na parte superior esquerda da imagem e as estrelas brilhantes Alfa e Beta Centauri, localizadas um pouco a direita do centro. Com aproximadamente 10 km de largura, a ilha vulcânica de Magaia é a componente mais a sul das famosas Ilhas Cook. Os geólogos estimam que com 18 milhões de anos ela é a ilha mais velha do Oceano Pacífico. Claro que a Via Láctea é muito mais velha, com as estrelas mais velhas chegando a ter mais de 13 bilhões de anos de vida.


Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110924.html

sábado, 24 de setembro de 2011

Satélite da NASA caiu no oceano Pacífico



O satélite não comandado UARS da Agência Espacial Norte Americana afundou-se neste sábado algures no oceano Pacífico, entre as 4h23 e as 6h09 (hora de Lisboa), disse a NASA.


“O Joint Space Operations Center na base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, disse que o satélite penetrou a atmosfera por cima do oceano Pacífico”, escreve a NASA, no 15º comunicado sobre o destino do Atmosphere Research Sattelite (Satélite de Investigação da Atmosfera Superior).

Desde dia 12 de Setembro que a NASA envia descrições da situação do UARS. A data da queda estava apontada para sexta-feira, mas os efeitos da actividade solar fizeram atrasá-lo.

A nave pesava cerca de seis toneladas, e esperava-se que 26 das suas peças não se desintegrassem durante a reentrada e atingissem a superfície. Algumas delas pesam mais do que cem quilos e segundo os cálculos iriam espalhar-se ao longo de 800 quilómetros, com um risco de um em 3200 de acertarem e matarem uma pessoa. Uma hipótese que a agência considera remota.



Momento exato - UARS - 24/09/2011 - NASA Momento exato da entrada na Atmosfera terrestre





O UARS foi lançado em 1991 para uma altitude de cerca de 575 quilómetros, onde esteve a medir a química da parte superior da atmosfera, e manteve as suas funções científicas até 2005. Leituras que foram aplicadas em estudos sobre o buraco do ozono ou as alterações climáticas.
No final desse ano foi enviado para uma órbita mais próxima da Terra, a 360 quilómetros, de modo a acelerar a sua reentrada na Terra e evitar que se mantivesse muito tempo no espaço. Este método, cada vez mais utilizado pelas agências espaciais, previne que os objectos enviados para o espaço se mantenham muito tempo, arriscando-se a entrar em colisões com outros satélites, o que faz multiplicar o lixo espacial.

Caso algum dos objectos do UARS fosse encontrado em terra, a NASA avisava num comunicado para “não mexer, se encontrar algo que possa pensar ser uma peça”, e para entrar em contacto com as autoridades locais e pedir ajuda.

Legalmente, a agência norte-americana é dona de qualquer pedaço de um satélite seu que caia em qualquer local.



Fonte: http://www.foxnews.com/scitech/2011/09/23/huge-tumbling-satellite-expected-to-fall-to-earth-friday-night-nasa-says/



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rússia gastará US$ 161 milhões para lançar nave a lua de Marte em novembro



A Rússia anunciou que gastará US$ 161 milhões no projeto de lançamento a Marte da nave Fobos-Grunt em novembro, que deve instalar uma estação automática em um satélite do planeta vermelho.
"Se dividirmos esta despesa entre a população russa, cada cidadão teria que pagar US$ 0,10 por ano durante dez anos. Não é muito", garantiu Victor Jartov, designer-chefe da Associação de Produção Científica Lavochkin, segundo agências de notícias russas.
Se o projeto tivesse sido elaborado pela Agência Espacial Europeia ou pela Nasa, custaria de 300 a 400 milhões de euros, afirmou Lev Zeleni, diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Rússia.

Phobos-Grunt deverá ser a primeira sonda interplanetária da Rússia desde de o fracasso da Missão Mars 96.  


Todos os módulos da estação são novos, e nunca foram utilizados antes, informou o designer-chefe. Um dos módulos da nave russa aterrissaria em Fobos, a lua marciana, que, segundo alguns cientistas, foi um asteroide atraído pela força da gravidade de Marte.
O projetista Maxim Martinov lembrou que o voo da nave espacial para Marte durará 11 meses, e o retorno à Terra, de 9 a 11 meses.

Na lua marciana funcionaria durante longo tempo uma estação automática que pesquisaria o espaço próximo e o clima do planeta.
O projeto Fobos-Grunt possibilitará testes das principais tecnologias das futuras expedições a Marte, como situações de falta de gravidade e, principalmente, a operação de aterrissagem.
As amostras que forem analisadas deverão servir para compreender como os planetas do sistema solar foram formados.


Recentemente, a Agência Espacial Russa (Roscosmos) e a Agência Espacial Europeia assinaram um acordo para utilizar os centros europeus de acompanhamento para guiar a Fobos-Grunt.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,russia-gastara-us-161-milhoes-para-lancar-nave-a-marte-em-novembro,776493,0.htm

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cientistas anunciam partícula que se move mais rápido que a luz


Uma equipe internacional de cientistas encontrou neutrinos se movendo mais rápido que a velocidade da luz, relatou o porta-voz dos pesquisadores nesta quinta-feira, 22. A descoberta pode representar um desafio a uma das leis fundamentais da física.
Antonio Ereditato, que trabalha no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), disse que medidas realizadas ao longo dos três anos de funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) mostraram neutrinos se movendo 60 nanosegundos mais rápido que a luz.

"Temos grande confiança em nossos resultados, mas precisamos que outros colegas façam seus testes e confirmem essa descoberta", afirmou.
Se confirmada, a descoberta mudaria uma parte chave da teoria da relatividade de 1905 de Albert Einstein, que afirma que nada no universo pode se mover mais rápido que a luz.
Fonte: http://news.aol.co.uk/world-news/story/particle-moves-faster-than-light/1931571/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O futuro das viagens espaciais

Texto: Venâncio C. Neto


Você já pensou em viajar para Estação Espacial ou para a Lua, Marte ou até as luas de Júpiter?
Visitar o infinito, saber para onde iremos e de onde viemos deve ser o sonho de muitos aqui na terra.
 Dês do ano de 1972 apos a missão Apollo 17, nem um homem se aventurou além da orbita Terrestre.
Mas até mesmo eu, um apaixonado e aficionado pelo espaço me pergunto. Poderemos mais uma vez sair da orbita da Terra, visitar o planeta mais próximo e marcar mais um grande feito na história da Humanidade? Talvez sim.
O problema é que isso custa caro, muito caro. Para se ter uma ideia, custa cerca de 1 bilhão de dólares só para retirar um foguete tripulado aqui da Terra e coloca-lo em órbita do nosso planeta. Mas esse não é o único problema que podemos encontrar no assunto viagens espaciais, o nosso maior obstáculo é a distância.
O universo é grande, muito grande. Para se ter uma ideia desse tamanho imagine que o Sol é uma bola de basquete, nesse caso a Terra seria uma ervilha. Agora imagine o Sol sendo essa bola de basquete estando localizado aqui no Brasil, a estrela mais próxima seria outra bola de basquete localizada no Japão.
O universo é realmente imenso e em questão de viagem espacial isso nos limita apenas aos vizinhos mais próximos como Lua e Marte, isso visando os projetos para exploração espacial nos próximos 40 anos.
E é pegando o embalo desse assunto que o Mecânica trás algumas possibilidades de como vencer tais obstáculos que nos proíbem de continuar explorando os arredores do nosso planeta e do nosso sistema solar. Nada sitado aqui é saído da Ficção científica e sim de possibilidades futuras, mas para que isso se concretize ainda teremos que evoluir muito além do que já evoluímos.



Nada melhor que velocidade 
Para que a humanidade possa explorar a imensidão do Universo, temos que encontrar uma forma de viajar rápido, mas muito rápido mesmo.  Atualmente a maior velocidade conhecida pelas leis da física e a da luz, cerca de 300 mil km/s. A luz é tão rápida que levaria cerca de 1 segundo para contornar a Terra 7 vezes.
A essa velocidade é possível chegar a Lua em Apenas 1 segundo. Mas a um porém, nós ainda não temos tecnologia para viajar a essa velocidade ou se quer perto dela.

Nossa tecnologia atual 
Pegue o foguete mais rápido que já construímos até hoje e se pergunte. Quanto tempo com o sistema de propulsão atual poderia chegar a estrela mais próxima? Lembrando que os foguetes de hoje podem chegar a no máximo 60 mil km/h. Bom, a resposta é simples, levaríamos cerca de milhares de anos.
Então quais outras formas poderíamos achar para percorrer grandes distâncias em pouco tempo?

Uma nave a velas
Concepção artística de uma nave a velas.
Foi Johannes Kepler   o primeiro astrônomo a imaginar a possibilidade de utilizar velas como a dos barcos para nos deslocar no espaço. Sim você deve ter achado isso estranho a primeira vista, mas é um conceito simples que alguns astrônomos persistem em acreditar que daria certo. Bom, é que no espaço a luz emitida pelo Sol atua como uma rajada de vento, que poderia empurrar essas velas enormes para que uma nave pudesse atingir uma velocidade que permitisse chegar a Marte em questão de dias.
Mas aqui entre nós, mesmo que isso desse certo, seria algo bem mais complicado do que podemos imaginar, pois a navegação com essas velas nos limitaria as viagens espaciais apenas dentro do nosso sistema solar.

Recorrendo ao Hidrogênio
Sabemos que o hidrogênio é o principal combustível do Sol ou seja, uma ótima fonte de energia. Sabemos também que ele é um dos elementos mais abundantes no espaço. Então juntando essas duas afirmações, sera que seria possível criar um motor que suga hidrogênio e o fusiona assim como faz o Sol? Segundo o astrônomo Micho Kaku da Universidade  de NY, sim.
Na teoria isso funcionaria perfeitamente , mas como sempre, a um problema.
Os cientistas ainda não conseguiram bolar uma forma de fusionar hidrogênio de alguma forma que possa gerar propulsão.

Energia de Antimatéria
Algo que parece sair da ficção cientifica mas que já foi criado aqui na Terra e a antimatéria, o oposto de tudo que conhecemos.  É algo estranho de se entender, mas em um exemplo mais simples pense nisso.


Colisor de Hádrons(LHC), onde cientistas conseguiram
capturar 38 átomos de anti-hidrogênio por frações de segundos.
Imagine se existisse um universo do outro lado do espelho , um tipo de universo paralelo onde o direito vira esquerdo e o esquerdo vira direito.
No ante universo as cargas são invertidas, o que é positivo passa a ser negativo e o que é negativo passa a ser positivo, então quando esses universos se encontram a uma explosão de energia enorme.
A conversão de ante matéria e matéria em energia é 100% eficiente, mas há um problema, há sempre um problema.
Mesmo que pudéssemos criar ante átomos em laboratório, os custos são imensos. A maior potência mundial iria a falência para criar apenas uma colher de chá de antimatéria.

Distorcendo o tecido do espaço
Mesmo viajando a velocidade da luz, levaríamos vários milhões de anos para chegar a uma galáxia, mesmo que fosse a mais próxima.Então sera que estamos condenados a nunca explorar outras galáxias se não a nossa?  Se depender dos conceitos de Einstein, podemos usar um atalho no espaço e no tempo. É o que fazem as naves de Jornada nas Estrelas.
Tecido do espaço sendo distorcido pela gravidade.
De acordo com a teoria da relatividade geral Albert Einstein, quanto maior a massa, maior a dobra no tecido do espaço. Basicamente poderíamos dizer que você não estaria indo as estrelas mas as trazendo até você.
Ou seja, seria possível dobrar o tecido do espaço e permitir que pudéssemos fazer uma viagem até a Galáxia de Andromeda, a nossa vizinha mais próxima, em questão de segundos.
Mas por enquanto, encontrar uma forma de distorcer o tecido do espaço parece estar longe da nossa compreensão, ou até mesmo da capacidade humana.

Poderemos superar as grandes conquistas dos programas Apollo e atravessar o cosmos tão rapidamente e tão facilmente como fazemos em viagens comuns de uma cidade a outra? Seremos obrigados se quisermos sobreviver como pessoas. A história já nos ensinou varias vezes que sociedades que pararam de evoluir simplesmente desapareceram.

Fontes: Neil Grasse Tyson: Museu de História Natural dos EUA  /  Michio Kaku: Universidade de NY  /  Neil F. Comins: autor de The Hazards  of  Space Travel (Os Perigos da Viagem Espacial)   / Jerry M. Linenger: autor de Off the Planet ( Fora do Planeta) / Scott Horowitz: ex. astronauta da NASA.

China lançara protótipo de laboratório espacial na próxima semana

'Palácio Celestial' vai ser lançado de uma base no deserto de Gobi por volta de 27 a 30 de setembro



PEQUIM - A China vai lançar na semana que vem uma nave experimental que abrirá caminho para sua primeira estação espacial, disse nesta terça-feira, 20, uma autoridade chinesa. A iniciativa deixa a potência asiática mais perto de se equiparar aos Estados Unidos e à Rússia, que já mantêm uma unidade tripulada no espaço.
Segundo a agência estatal de notícias Xinhua, o Tiangong 1 (ou Palácio Celestial 1) vai ser lançado de uma base no deserto de Gobi por volta de 27 a 30 de setembro e assim dará um toque tecnológico à celebração do Dia Nacional da China, em 1o de outubro.

O protótipo de oito toneladas ficará em órbita durante dois anos. Naves do modelo Shenzhou lançadas durante esse período realizarão, junto a este protótipo, os primeiros acoplamentos do programa espacial chinês (primeiro com veículos não tripulados e mais tarde com astronautas).
O pequeno "laboratório espacial" não tripulado e o foguete chamado A Longa Marcha, que o colocará em órbita, foram instalados em uma plataforma na localidade de Jiuquan, província de Gansu, noroeste do país, de acordo com a Xinhua. A agência citou como fonte um porta-voz, não-identificado, do programa espacial chinês.
Essa é a mais recente demonstração do crescente poderio da China no espaço, num momento em que cortes orçamentários e redefinição de prioridades levaram os EUA a conterem os lançamentos de naves tripuladas.
"A principal tarefa do voo do Tiangong 1 é fazer testes de acoplagem e aterrissagem entre espaçonaves", disse o porta-voz chinês, acrescentando que isso levaria ao "acúmulo de experiências para o desenvolvimento de uma estação espacial".
Segundo o programa espacial chinês, desenvolver as complicadas técnicas de acoplamento espacial é um passo vital para o sucesso da primeira estação espacial da China, que o país deseja ter em funcionamento até 2020 - uma resposta à rejeição de outros países a que Pequim se envolva mais na Estação Espacial Internacional (ISS).
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,china-lanca-prototipo-de-laboratorio-espacial-na-proxima-semana,775021,0.htm

domingo, 18 de setembro de 2011

Imagem do Dia



A imagem acima é uma das imagens mais nítidas já feitas do Sol. Essa impressionante imagem mostra detalhes surpreendentes das manchas escuras do Sol que aparecem na parte inferior da imagem e numerosos grânulos que parecem grãos de milho no topo da imagem. Essa imagem foi feita em 2002, usando o Telescópio Solar Sueco que opera nas Ilhas Canárias. A alta resolução da imagem foi conseguida usando sofisticada óptica adaptativa, empilhamento digital de imagem e outras técnicas de processamento que foram utilizados para tentar eliminar ao máximo o efeito da atmosfera da Terra que borra normalmente as imagens astronômicas. 


Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110918.html

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Satélite do tamanho de um ônibus pode despencar do céu nas próximas semanas

O UARS, Upper Atmosphere Research Satellite, ou Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior está para despencar do céu.

Este deverá ser um dos eventos mais espectaculares que a NASA irá proporcionar em anos, mas na verdade é a mãe natureza que deverá orquestrá-lo.
O satélite UARS é um satélite que já não está mais em funcionamento, o qual deverá cair para a terra nas próximas semanas.  Porém, que toda sua sabedoria técnica, a NASA e a Força Aérea dos EUA não são capazes de dizer onde exatamente, nem quando a reentrada do satélite na atmosfera ocorrerá.  Somente  a mãe natureza sabe, e ela não está contando para ninguém
O fato é que as incertezas na densidade atmosférica sobre um período de tempo impedem a previsão de um tempo e lugar preciso para este evento.  Esta incerteza é de aproximadamente 20% da previsão.  Em outras palavras, se a NASA prever que a reentrada será em 20 dias, então o evento pode ocorrer entre 16 e 24 dias.
Assim, não saberemos em qual órbita o objeto cairá até algumas horas antes do evento.
As boas novas são que a maior parte da superfície terrestre é coberta com água.  Mesmo as massas de terra firme são geralmente escassamente populadas.
O UAES é do tamanho de um ônibus escolar e espera-se que muitas das peças deste satélite de 5.600 quilos alcance o solo, espalhadas por uma área de 800 km.
Assim, vamos ficar alertas para não confundir os pedaços incandescentes deste satélite com algo extraterrestre.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E se outros planetas orbitassem a Terra tão perto quanto a lua?

por: Mecânica do Universo



Você já parou pra pensar como seriam vistos os outros planetas do nosso sistema solar se eles orbitasse a Terra tão perto quanto a Lua? Pois o  BradGoodspeed.com não só tinha essa curiosidade, como criou um vídeo que nos dá uma ideia de como seriam esses planetas de perto.


A visão pode até ser bonita, mas os efeitos que esses planetas causariam se estivesse muito perto da Terra seriam devastadores.
Para se ter uma ideia disso a Lua que é bem menor que o nosso planeta já atrai
gravitacionalmente os oceanos, fazendo com que as marés aumentem e muito. Imagina então sé um gigante gasoso como Júpiter estivesse tão proximo de nos? Não seria nada legal.




Fonte: http://www.lifeslittlemysteries.com/planets-close-as-moon-1995/

Planeta com dois sóis é descoberto e levanta dúvidas sobre teorias espaciais




Lembram de Tatooine, o planeta com dois sóis, lugar onde Anakin Skywalker nasceu? Um planeta com duas estrelas “mães”, assim como Tatooine, foi descoberto. O problema é que essa descoberta acaba impactando as teorias sobre formação de planetas que conhecemos.
O novo planeta é um gigante gasoso e ele fica muito próximo a duas estrelas para abalar a idéia de que a poeira e os gases que circulam as estrelas aumentariam o centro rochoso do planeta – então ele teria que ser, basicamente, uma grande rocha, mas não uma enorme bola de gás. A segunda estrela, para que nossas teorias anteriores estivessem corretas, deveria ter “soprado” o gás e a poeira do planeta gigante para longe, deixando apenas seu centro rochoso.
A nova descoberta mostra que uma teoria chamada de “colapso gravitacional”, antes conhecida como “alternativa” pode ser possível – regiões de poeira espacial densa poderiam formar planetas muito rapidamente e eles se manteriam no lugar através de sua própria força gravitacional.
O gigante recém-descoberto é do tamanho de Júpiter e fica em um sistema binário, a 49 anos luz de distância, na constelação de Lira. Mas ele não é o único planeta com dois sóis que conhecemos. Astrônomos já descobriram vários deles, provando que um por do sol duplo, como visto em Star Wars (foto), pode ser um fenômeno real. No entanto, ele é o único gigante gasoso descoberto nessa situação.



Lei também a matéria postada no dia 7 de Setembro:
E se a Terra tivesse dois Sóis?
http://mecanicadouniverso.blogspot.com/2011/09/e-se-existisse-dois-sois.html

Nasa apresenta novo sistema de lançamento para missões tripuladas ao espaço



O diretor da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, apresentou nesta quarta-feira, 14, o novo sistema de lançamento espacial que permitirá a realização de voos tripulados além da órbita terrestre baixa, como os feitos até agora, e chegar em um futuro a Marte.
O sistema de lançamento espacial (SLS) foi projetado para levar o veículo de carga e tripulação Orion Multi-Purpose Crew Vehicle a novos destinos no espaço profundo, e servirá como apoio para as naves de transporte comercial que farão voos à Estação Espacial Internacional (ISS).
O aparelho terá uma capacidade inicial de 70 toneladas - que serão ampliadas a 130 - e utilizará hidrogênio e oxigênio líquidos como combustível.
Programa de foguetes foi orçado em US$ 35 bilhões e tem ambição de explorar o espaço profundo, levar astronautas a asteroides e, talvez um dia, a Marte. O projeto vem à tona após meses de disputas políticas e de debates internos na Casa Branca por conta do elevado orçamento do projeto.

O novo projeto de foguetes da Nasa "representará a pedra angular da exploração humana do espaço profundo pelos EUA e será capaz de dar continuidade à liderança norte-americana no espaço sideral", afirmou Charles Bolden, diretor-geral da Nasa, cercado por um grupo de congressistas no Capitólio.
O anúncio feito por Bolden dá início aos esforços da administração Barack Obama para impulsionar um novo programa de exploração do espaço em um momento de crescente preocupação com o déficit do governo federal.
A expectativa é de que o primeiro teste não tripulado do novo programa ocorra em 2017, com o primeiro voo tripulado previsto para 2021. Os novos foguetes terão mais de cem metros de altura e usarão inicialmente os motores de combustível sólido usados nos ônibus espaciais, aposentados há apenas alguns meses, mas depois passarão a usar combustível líquido.

                                   Animation: NASA's Space Launch System (SLS)



terça-feira, 13 de setembro de 2011

A teoria do "golfe lunar". Digo,conquista Lunar.


Bolas de golfe,sacos de xixi e jipes. Tudo isso está espalhado na Lua. E tem mais: Oxigênio, água e combustível precioso também estão em abundância no nosso satélite - que aliás, garante a nossa sobrevivência aqui na Terra.


Pedaços da Terra
Há 4,45 bilhões de anos, um planeta do tamanho de Marte chamado Theia colidiu com a Terra, foi destruído e arrancou parte da camada mais externa do nosso planeta. Foi desses destroços que nasceu a Lua. Ela é 95% de rocha igualzinha as que estão aqui. Foi o que descobriram os cientistas ao analisar amostras lunares.


Bugigangas
Na primeira viagem a lua, ficaram por lá uma bandeira americana, uma placa de metal, jipes, câmeras e tripés que transmitiram as imagens do solo Lunar. Em 1971 foram deixadas pra trás duas bolas de golfe jogadas por Alan Shepard. Também há alguns objetos dos astronautas, como roupas, botas, ferramentas e até sacos de xixi. Estima-se que eles levaram 382 quilos de pedras lunares e que essa mesma quantidade de objetos ( lixo? ) foi abandonada.


Fita métrica
Espelhos refletores deixados na Lua, para que  pudesse medir a distância entre o nosso planeta e o nosso satélite. É simples, basta lançar um laser daqui e fazer um calculo de retorno da luz. Assim se tornou possível medir a distância exata da Lua: 384.000 km.
São quase 10 viagens de ida e volta ao Japão. Os espelhos comprovam outra coisa ainda mais importante, que de fato estivemos na Lua .


Lar doce Lar
A Nasa comprova: há gelo nos polos lunares dentro de crateras que não pegam sol. Mas a grande descoberta é a água em estado líquido - quer dizer, moléculas de água. E também de um mineral capaz de gerar oxigênio: a ilmenita, um oxigênio de titânio que, se exposto ao calor, libera oxigênio. E a Lua está pronta para virar nossa casa: tem água, oxigênio e combustível. 


Vida na Terra
Saber a distância certa até a Lua fez com que os astrônomos percebessem algo estranho: todos os anos a Lua se distância da Terra cerca de 1 a 3 cm. Isso é causado pelo bojo de maré, pois todo corpo exerce atração gravitacional sobre outro corpo, e a lua acaba atraindo os oceanos, fazendo com que as mares aumentem e empurre a Lua um pouco mais para traz.
 A cada orbita da lua em torno da Terra ela desacelera a rotação do nosso planeta, sem a Lua a Terra giraria bem mais rápido e isso teria afetado a evolução da vida como a conhecemos.


Fonte: http://www.nasa.gov/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Qual a Origem do Ouro no Universo?


De onde vem o ouro que você encontra nas joalherias? Ninguém sabe ao certo. A relativa abundância desse elemento no nosso Sistema Solar parece ser mais alta do que poderia ser encontrado no começo do universo, nas estrelas, e até mesmo em típicas explosões de supernovas. Alguns astrônomos sugeriram recentemente que elementos pesados ricos em nêutrons, como o ouro pode ter facilmente sido criado em raras explosões ricas em nêutrons como a colisão entre estrelas de nêutrons. 
Ao lado, o que se vê é um desenho artístico que tenta reproduzir duas estrelas de nêutrons em movimento espiral uma em direção a outra, pouco antes de colidirem. Como as colisões entre as estrelas de nêutrons são pensadas como sendo a fonte das emissões das explosões de raios-gama de curta duração, é possível que quando você compra um anel de ouro, ou um brinco, esteja também adquirindo uma parte do que é o resultado de uma das mais poderosas explosões no universo.

sábado, 10 de setembro de 2011

Nasa lança neste sábado missão para estudar gravidade da Lua

A agência espacial havia estabelecido um período de até 42 dias para a partida da missão, que teve que ser adiada duas vezes nesta semana



CABO CANAVERAL - A Nasa lançou na manhã deste sábado, 10, as sondas gêmeas da missão Grail, a bordo do foguete United Launch Alliance Delta 2, após adiar a partida por duas vezes nesta semana.
As sondas gêmeas Grail estão programadas para mapear com precisão a gravidade da Lua para que os cientistas possam saber o que se encontra abaixo da crosta lunar e se o núcleo da Lua é sólido, líquido ou uma combinação dos dois.
Ao lado de imagens de alta resolução, análises em andamento de amostras de pedras e do solo trazidas pelas missões Apollo entre 1969 e 1972 e modelos de computador, espera-se que os mapas da gravidade preencham a maior parte que ainda falta no quebra-cabeça de como o satélite natural da Terra se formou.
Mais de 100 espaçonaves já estiveram na Lua, incluindo seis tripuladas com astronautas norte-americanos, mas os cientistas ainda não têm uma peça chave de informação sobre o satélite: o que há dentro dele.
Aprender sobre o interior da Lua e seu campo gravitacional é o objetivo primordial da missão da Nasa chamada Gravity Recovery and Interior Laboratory, ou Grail (Graal, em português). As duas sondas proporcionarão imagens em raios X da crosta e do núcleo da Lua

Dois satélites idênticos foram lançados abordo do foguete United Launch Alliance Delta 2 para revelar as peculiaridades do campo gravitacional da Lua, o que dará aos cientistas pistas sobre o interior do satélite da Terra. A missão também ajudará a agência espacial americana a ter mais conhecimento sobre o satélite e aprimorar suas estimativas no caso de voltar a enviar homens à Lua novamente.

Entre outras utilidades, as medidas que serão tomadas pela Grail ajudarão a entender melhor a relação entre a Terra e seu satélite natural, segundo explicou recentemente o diretor da Divisão de Ciências Planetárias do quartel-general da Nasa em Washington, Jim Green.
De maneira geral, a Lua tem um sexto da gravidade da Terra, mas ela não é distribuída de maneira uniforme. No satélite, uma montanha pode realmente ser oca, gravitacionalmente falando. "Às vezes você vê uma grande montanha e espera um grande sinal de gravidade, mas na verdade você não recebe nenhum sinal adicional", disse Sami Asmar, cientista do projeto Grail.
Cientistas acreditam que os blocos que constituem a Lua são grandes pedaços de detritos que se desprenderam da Terra após uma colisão com um objeto tão grande quanto Marte. Além de esclarecer a origem da Lua, os cientistas pretendem levar seus achados para outros corpos rochosos.
Os dos satélites Grail vão realizar uma longa jornada pela Lua, chegando entre 31 de dezembro e 1º de janeiro. Depois de alguns meses para manobrar e entrar na órbita apropriada, os dois irão passar 82 dias voando sobre os polos lunares, ligados por ondas de rádio.
Quando uma das sondas passar por um ponto de gravidade mais alta, ela irá acelerar, mudando momentaneamente sua distância até a sonda-gêmea. Regiões menos densas também irão afetar a posição dos satélites. Usando as ondas de rádio como guias, mudanças de até um mícron - o tamanho de uma hemácia - podem ser detectadas.
Com os mapas de gravidade em mãos, os cientistas pretendem usar modelos computacionais e dados de outras missões lunares para determinas se o interior da Lua é sólido, líquido ou uma combinação dos dois.
A United Launch Alliance, joint venture da Lockheed Martin Corp e da Boeing Co, fabrica o foguete Delta 2 e fornecem os serviços de lançamento para ele. A Lockheed Martin também é a principal fornecedora de satélites Grail. A missão - que custou US$ 496 milhões - é gerenciada pela cientista Maria Zuber, com o Massachusetts Institute of Technology.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,nasa-lanca-neste-sabado-missao-para-estudar-gravidade-da-lua,770802,0.htm