sexta-feira, 25 de março de 2011

Nasa testa em base argentina na Antártida traje espacial para uso em Marte

O traje espacial NDX-1 suportou temperaturas glaciais e ventos de mais de 75 quilômetros por hora



Uma equipe da Nasa testou um traje espacial em uma região de condições ambientais extremas, em uma base da Argentina na Antártida que tem características semelhantes a algumas das encontradas em Marte, para um possível uso numa visita ao planeta vermelho.
O traje espacial NDX-1, projetado pelo engenheiro aeroespacial argentino Pablo De León, suportou temperaturas glaciais e ventos de mais de 75 quilômetros por hora enquanto pesquisadores testavam técnicas de coleta de amostras em Marte.
"Esta foi a primeira vez que levamos os trajes para um meio tão extremo, isolado, de um modo que se algo desse errado não pudéssemos simplesmente ir até a 'loja' e comprar material para os reparos", afirmou recentemente De León à Reuters, depois de retornar da expedição de uma semana de duração.
O protótipo do traje, no valor de 100 mil dólares e criado com recursos da Nasa, é feito de mais de 350 materiais, incluindo fibras de carbono e fibras sintéticas de aramida Kevlar para reduzir seu peso sem perder resistência.
Durante a missão "Martre em Marambio", que leva o nome da base da força aérea argentina, uma equipe de cientistas da Nasa realizou caminhadas espaciais simuladas, operou equipamentos e coletou amostras enquanto usava a roupa.
O próprio De León vestiu o traje pressurizado, que, segundo ele, é propenso a fazer com que qualquer um se sinta claustrofóbico.
Os pesquisadores escolheram Marambio porque, em comparação com outras bases na Antártida, ela tem acesso mais fácil à camada de "permafrost" - o subsolo que permanece congelado a maior parte do ano.
De León, que dirige o laboratório de trajes espaciais na Universidade de Dakota do Sul, nos EUA, disse que a Antártida é ideal para coleta de amostras, por ser um dos lugares menos contaminados da Terra e também por permitir algumas observações sobre o impacto no traje.
"Marte é uma mistura de muitos ambientes diferentes: desertos e temperaturas e ventos como na Antártida", afirmou De León. "Por isso, nós tentamos pegar porções de diferentes lugares e tentar ver se nosso sistema pode suportar os rigores de Marte se formos para lá."
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse no ano passado que até meados dos anos 2030 seria possível enviar astronautas para a órbita de Marte e trazê-los de volta à Terra com segurança. A etapa seguinte seria a aterrissagem em Marte.
Mas uma missão tripulada ao planeta mais parecido com a Terra no sistema solar pode estar ainda mais distante, já que a Nasa está tendo de apertar seu orçamento.
Fonte:estadao.com.br

Confira uma nova foto do centro de nossa galáxia


Centro da Via Lactea,nossa galáxia. Foto tirada pelo telescópio Spitzer da NASA


O centro da Via Láctea é difícil de ver no espectro normal de luzes, isso porque a poeira espacial bloqueia a nossa visão. Mas a visão infravermelha do telescópio Spitzer pode penetrar pela poeira e tirar fotos do centro da nossa galáxia.
Segundo a Nasa, a paisagem que vemos na foto acima é imensa:  horizontalmente, tem 2.400 anos luz e, verticalmente, 1.360 anos luz.
A parte mais brilhante é o aglomerado de estrelas central, que fica a cerca de 26 mil anos luz da Terra. As áreas verdes e vermelhas são de poeira espacial, associadas com regiões de formação de estrelas.
O centro representa um grande conjunto estrelas relativamente próximas orbitando um buraco negro supermassivo que possui cerca de 4 milhões de massas solares , mas ele está tão distante que a luz toda se funde formando uma única imagem.

Fonte: hypescience.com

terça-feira, 15 de março de 2011

NASA estuda a utilização de lasers para diminuir lixo espacial

                   Raio de 5 KW seria suficiente para eliminar 10 peças de lixo por dia.



Um dos maiores problemas resultantes da ambição humana na conquista do espaço é o lixo espacial resultante de satélites e equipamentos obsoletos. Há algum tempo, a NASA vem pesquisando maneiras de diminuir e, se possível, acabar de maneira definitiva com todos esses detritos que orbitam o planeta. Recentemente, alguns pesquisadores do Ames Research Center vieram com a ideia de utilizar lasers para resolver o problema.


E como isso funcionaria?



A ideia principal é utilizar um raio de 5 KW para diminuir a velocidade das peças o suficiente para que elas pudessem fazer a reentrada na atmosfera terrestre, ocasionando na queima do lixo galáctico. Uma maneira relativamente simples de utilizar toda a potência da Terra para diminuir um problema causado pelo próprio homem.


Quais os riscos do lixo espacial?

Atualmente estima-se que 200 mil peças consideradas inúteis orbitam a Terra, e esse número tende a crescer cada vez mais, já que novas missões espaciais e satélites são lançados diversas vezes ao ano.
Módulo PAM-D de um foguete classe Delta II,
 encontrado na Arábia Saudita.

Existe tanto lixo espacial circulando em volta da Terra que qualquer colisão poderia causar uma espécie de efeito dominó capaz de destruir satélites vitais para o mundo, revelou um relatório do Pentágono, divulgado  pelo jornal inglês DailyMail.
Uma colisão entre um satélite e um pedaço de lixo espacial poderia espalhar milhares de detritos, destruindo outros satélites.
Segundo o relatório, sinais de TV, previsões meteorológicas, GPS (navegação por posicionamento global) e ligações telefônicas são alguns dos serviços que podem ser comprometidos.
A reação em cadeia descontrolada poderia tornar algumas órbitas inúteis para satélites militares e comerciais, de acordo com o Estudo da Situação Espacial enviado ao congresso americano em março.
O relatório, que não foi divulgado publicamente, diz que o espaço “está cada vez mais congestionado”.
Desde o primeiro objeto, o Sputnik Um, lançado ao espaço há 53 anos, a humanidade criou um enxame de ”dezenas de milhões de detritos”, acrescenta o relatório. O lixo que gira em torno da Terra vem de velhos foguetes, satélites abandonados e estilhaços de mísseis.
Segundo o cientista espacial indiano Bharat Gopalaswamy, o lixo espacial está no limite.
- Nenhum satélite pode ser protegido contra esse tipo de força destrutiva.
O alerta acontece depois da primeira grande colisão, no ano passado, entre um satélite de comunicação americano e uma sonda russa desativada sobre a Sibéria.
A colisão, a uma velocidade 24.140 km/h gerou 1.500 peças de lixo espacial, fazendo com que a ISS (Estação Espacial Internacional) tivesse de manobrar para evitá-las. O teste de um míssil chinês, em 2007, deixou 150 mil pedaços de lixo na atmosfera.

Fonte: baixaki.com.br / caxiasdigital.com.br

sábado, 12 de março de 2011

Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de Terras pela Galáxia.



Há quase cinco séculos, Nicolau Copérnico iniciou uma revolução ao defender um modelo do Universo que não possuía a Terra como centro. A Revolução Copernicana se estende até hoje, ao descobrirmos que longe de estarmos no centro de tudo, o cosmos se estende e se expande em um espaço-tempo por bilhões e bilhões de anos-luz, como diria Carl Sagan. Mesmo nossa galáxia já possui em torno de 100 bilhões de estrelas, e é apenas uma entre centenas de bilhões de galáxias.
Havia, e há entretanto, uma pedra no sapato da Revolução Copernicana: estamos, ou parecemos estar, sós. Não apenas isso, enquanto a astronomia estendia as escalas do Universo a dimensões quase incomensuráveis, descobrindo estrelas, nebulosas e mesmo galáxias sem fim, todos os planetas que conhecíamos eram planetas de nosso próprio sistema solar. Por décadas cientistas especularam seriamente se sistemas planetários não seriam raridades, formadas por uma conjunção absurdamente improvável de colisões ou condições, e uma estrela como o nosso Sol, rodeada por pequenos planetas rochosos e alguns gigantes gasosos, seria única, singular.
Há menos de vinte anos, a situação finalmente começou a mudar. Foram desenvolvidos novos telescópios, ferramentas e técnicas astronômicas que permitiram por fim observar evidência de planetas distantes, orbitando outras estrelas. E praticamente tão logo tais instrumentos foram colocados em ação, planetas extra-solares foram descobertos. E como foram. Em menos de vinte anos descobriram-se em torno de 500 planetas extra-solares. Se há trinta ou quarenta anos um astrônomo poderia teorizar se sistemas planetários seriam um raridade no Universo, hoje está claro que exatamente o oposto é a realidade: quase todas as estrelas que observamos no céu possuem planetas à sua volta. A Terra não é o centro do Universo, nem o sistema solar de que fazemos parte é único.
A Revolução Copernicana ainda não está completa. Conhecemos hoje muito mais planetas orbitando outras estrelas do que nosso próprio Sol, mas quase todos esses exoplanetas são gigantes muito diferentes da Terra. E, novamente conservadores, alguns astrônomos especulam se os sistemas planetários comuns pela galáxia não seriam diferentes do nosso, com uma grande escassez de pequenos planetas rochosos em zonas habitáveis como a Terra. Novamente, contudo, limitações em nossas observações podem responder pela pequena quantidade de planetas de dimensões comparáveis à da Terra descobertos até agora.
A Terra não é o centro do Universo, e em meio da centenas de bilhões de estrelas, há centenas de bilhões de planetas, possivelmente com centenas de milhões de “Terras”. Quantos deles não serão mesmo outras Terras, abrigando vida, quem sabe mesmo civilizações com seus próprios Copérnicos, completando definitivamente a Revolução Copernicana, e estendendo o que de mais precioso conhecemos a dimensões interestelares?
No ano em que Copérnico foi sepultado, podemos ainda não ter feito contato, mas pelos caminhos inesperados da ciência – em um laboratório, sob o microscópio – ou naqueles bem esperados – através de um satélite dedicado a identificar exoplanetas – poderemos encontrar o conhecimento essencial para descobrir se afinal estamos ou não sós.
Seria mesmo a Terra um milagre biológico? Saberemos ao certo, quando comprovarmos que estamos ou não sós.
Fonte: ceticismoaberto.com

'Superlua' alimenta teoria apocalíptica na internet


No dia 19, distância entre a Lua e a Terra será a menor desde 1992

Superlua: A menor distância entre o satélite natural e a Terra em 19 anos poderia provocar maremotos e terremotos?

No dia 19 de março, os astrônomos calculam que a Lua estará a "apenas" 356.577 quilômetros da Terra, a maior aproximação desde 1992. O evento é conhecido como "superlua" e pode ser verificado a olho nu: o satélite natural surge maior e mais brilhante no céu. Para os astrônomos, é um evento menor e recorrente - houve superluas em 1955, 1974, 1992 e 2005. Mas, na internet, o fenômeno alimenta teorias apocalípticas: por causa da distância em relação ao nosso planeta, a força da gravidade do satélite natural poderia despertar vulcões, provocar terremotos e afetar o padrão climático da Terra.
A paranoia gira em torno do chamado "perigeu lunar". A Lua descreve em volta da Terra uma órbita elíptica - como um círculo achatado -, e assim a distância entre os astros varia. Perigeu é o ponto mais próximo da Terra. Apogeu é o mais distante. Nas teorias apocalípticas, o perigeu lunar foi responsável pelo tsunami de 2004, que devastou o Sudeste asiático, e o ciclone Tracy, que atingiu a Austrália em 1974.
Para astrônomos, a associação entre superluas e desastres naturais não passa de paranoia. "É possível que a Lua esteja um quilômetro ou dois mais perto da Terra do que um perigeu normal, mas isso é um evento extremamente insignificante", disse David Harland, historiador do espaço e escritor, ao jornal inglês Daily Mail. Pete Wheeler, pesquisador do Centro de Astronomia de Rádio da Austrália disse que "não haverá terremotos ou erupções - a menos que eles tenham que acontecer de qualquer forma".
Segundo o astrônomo australiano David Reneke, "com criatividade" qualquer desastre natural pode ser associado a corpos celestes. No passado, continua, algumas pessoas acreditavam que o alinhamento dos planetas poderia despedaçar o Sol. "A maré baixa será um pouco mais baixa e a alta um pouco mais alta", previu. "Só isso."
Fonte: veja.abril.com.br

Mercúrio poderá ser visto da Terra antes da missão da Nasa



Na próxima quinta-feira, 17, a sonda Messenger vai entrar pela primeira vez na órbita de Mercúrio. Antes disso, as pessoas na Terra terão a oportunidade de observar o planeta a olho nu. A posição de Júpiter vai ajudar a localizar Mercúrio.



Pouco maior que a lua, mas bem mais distante, ele normalmente é difícil de ser visualizado sem um telescópio, mas a partir de domingo as pessoas que estiverem no hemisfério norte terão uma chance de encontrá-lo olhando para o oeste após o pôr do sol. Júpiter estará a 10º acima da linha do horizonte. Mercúrio, então, estará a distância de um dedo à direita. Para Geoff Cheste, do Observatório Naval de Washington, esta será a melhor oportunidade para se observar Mercúrio durante este ano.
No que diz respeito ao Messenger, a sonda irá orbitar o planeta por um ano. Os investimentos nesta missão somam US$ 446 milhões. Vários cuidados foram tomados com as condições especiais que a sonda encontrará por lá. Por exemplo, ela terá que evitar a força que a puxará em direção ao sol. Altas temperaturas deverão derreter algumas partes de instrumentos utilizados na Messenger, partes estas que foram especialmente desenvolvidas para bloquearem o calor antes que cheguem a partes mais sensíveis. Estas partes depois irão se resfriar assim que entrarem em contato com zonas de temperaturas mais brandas, de acordo com informações divulgadas por Eric Finnegan, chefe do sistema de engenharia da Messenger.
Jean-Luc Margot, um dos cientistas da missão, acredita que será possível coletar muitos dados que ajudarão os astrônomos a entenderem melhor os mistérios geológicos de Mercúrio, como o seu surpreendente magnetismo e densidade incomum. "Esta será nossa primeira olhada de perto neste planeta enigmático", disse o cientista.
Fonte: estadao.com.br 

Sonda da Nasa vai orbitar o planeta Mercúrio pela primeira vez

Criação artística da Nasa mostra a sonda Messenger na órbita de MercúrioFoto: Nasa/Divulgação



Após mais de 12 viagens pelo interior do sistema solar, a sonda espacial Messenger vai orbitar o planeta Mercúrio pela primeira vez a partir do dia 17 de março. A meta é que a sonda permaneça na órbita do planeta por pelo menos um ano.
Segundo a Nasa, com a missão o planeta poderá ser visualizado com maior clareza. Os cientistas acreditam que, ao conhecer Mercúrio mais detalhadamente, será possível compreender melhor como a Terra e os outros planetas do Sistema Solar se formaram.
Como as temperaturas em Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e também o mais próximo do Sol, chegam a 400ºC, um dos maiores desafios para a Nasa foi construir um isolamento térmico capaz de evitar que a sonda derreta ao chegar a seu destino.
Fonte: 
noticias.terra.com.br

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ônibus espacial Discovery retorna de sua última viagem

por Venâncio Neto


Discovery tem em seu curriculo  365 dias em órbita em suas 39 missões. (foto/NASA)


O ônibus espacial Discovery encerrou com êxito uma viagem de 13 dias com um pouso tranquilo na Flórida nesta quarta-feira, colocando fim a uma história de 27 anos como a nave mais usada em missões pela Nasa.


O Discovery tem em seu curriculo  365 dias em órbita em suas 39 missões. Depois de sua aposentadoria a nave ficara exposta no museu aeroespacial americano, deixando assim um certo tipo de tristeza para algumas pessoas.


Os principais motivos da aposentadoria do Discovery são por causa dos altos custos que o governo americano teve durante esses 30 anos de vai e vem espacial. Só nos resta torcer para que os novos projetos entrem em ação o mais rápido possível.


A NASA não esta abandonando a Estação Espacial Internacional ( ISS: sigla em inglês ), mas mesmo com os novos projetos ainda não tão bem definidos, já estão se preparando para nossa futura exploração espacial. Futuras missões para lua em 2025 e para Marte em 2030 são os principais objetivos da Agência. Sondas enviadas a Lua já fazem o reconhecimento para que seja encontrado locais de alunagem ( aterrissar em solo Lunar) e a viagem a Marte vem recebendo cada vez mais investimentos e simulações.

terça-feira, 8 de março de 2011

Rochas podem conter restos fossilizados de vida em Marte


por Venâncio Neto





A idéia de que já tenha existido vida em Marte já é um assunto muito falado nos últimos anos, mesmo que algumas pessoas digam que possa ser uma afirmação ridícula, a sérios estudos sobre tal assunto e a vida fora da Terra deve de ser realmente levado a sério.
É possível que estejamos cada vez mais perto de saber se realmente estamos ou não sozinhos nesse infinito universo. As principais hipóteses dão de que a vida possa ter vindo por meio de meteoritos e aqui tenha evoluído. Como já disse o físico Stephen Hawking, a vida extra terrestre pode ir dês de seres evoluídos a uma simples gosma que escorre em uma pedra.


Mas se já tenha existido vida no planeta vermelho, o que pode ter acontecido? Para onde eles foram? Onde estão as provas? 


E é atrais dessas provas que pesquisadores norte americanos já encontraram rochas que podem conter restos de vida fossilizados.
Foram usados métodos para identificar aquilo que poderá ser vida fossilizada em rochas marcianas com quatro milhões de anos. A curiosidade dos cientistas foi provocada pela descoberta de carbonatos em rochas Marcianas. Um tipo de mineral que surge por causa de restos fossilizados de seres vivos.
 A equipe, coordenada por um cientista do Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, acredita que os mesmos processos  que preservaram as evidências de vida na Terra podem ter ocorrido em Marte.


Se for comprovada que já existiu vida Marciana a milhões de anos atrais, acredito que seria de fato mais um assunto para os conspiracionístas e de certa forma poderia ate mesmo abalar a crença e religião de alguns. 
Só nos resta esperar, pois será apenas uma questão de tempo.

domingo, 6 de março de 2011

Eram os Deuses astronautas?


Artefatos antigos, a partir de 10.000 aC, foram encontrados para mostrar imagens de homens estranhos vestindo o que parece ser trajes espaciais. Às vezes estranhos, às vezes humanos, estes são sempre representados com capacetes transparentes e às vezes podem ser vistos segurando objetos estranhos, talvez, armas ou ferramentas. 

Seres extraterrestres estiveram na Terra na Antiguidade e estabeleceram comunicação com as sociedades humanas primitivas?
Um dos primeiros a divulgar amplamente a idéia de que podemos ter mantido contato com civilizações extraterrestres na Antiguidade foi curiosamente um dos mais conhecidos céticos. No livro “Vida Inteligente no Universo” (1966) o astrônomo Carl Sagan, em colaboração com o colega soviético Iosif Shklovsky dedica um capítulo inteiro para defender seriamente a possibilidade de um contato em eras passadas.
Já então a dupla indicou um possível deus astronauta: o enigmático personagem da mitologia suméria, Oannes. Quimera metade peixe, diz a lenda que a criatura surgiu no Golfo Pérsico por volta de 4.000AC e ensinou várias artes e ciências aos homens. Seriam os ecos longínquos do contato com um alienígena benevolente?
Talvez, apenas talvez. A dupla de cientistas foi sóbria e cautelosa ao deixar claro que eram apenas especulações sem comprovação. E é aqui que reside a diferença entre especulação e a enganação. Logo depois um hoteleiro suíço venderia exatamente as mesmas idéias como se fossem fatos comprovados, e o resto, como dizem, é história. Ou melhor, ficção vendida como história.
As supostas evidências que permitiriam o pulo de especulação para fato já foram exaustivamente exploradas ao longo das últimas décadas, e seria impossível abordar todas em detalhe neste espaço. Cada uma delas é um caso específico em que traficantes de mistérios nunca contam toda a história. Fiquemos então com a que, segundo o próprio cético Sagan seria uma das melhores evidências concretas de contatos na antiguidade.
São os rituais e lendas do povo Dogon na África. Coincidência ou não, esta tribo distante também fala da chegada de uma quimera peixe-serpente, chamada Nummo, vinda diretamente do sistema estelar de Sírio. Não apenas o mito faz referência astronômica ao sistema estelar, ele inclui alguns detalhes que só foram confirmados pela ciência no século passado. A especulação se torna subitamente sólida quando as “lendas” possuem elementos que apenas grandes telescópios – ou viajantes extraterrestres – poderiam conhecer. Seria este o caso perfeito? Pelo menos é o que enganadores vendem.
O que nunca contam é que a história não pára aí. Há algo muito estranho quando descobrimos que os Dogon acreditam que o Nummo foi crucificado (!) e ressuscitou, e que deve retornar uma segunda vez à Terra. Soa familiar? Demasiadamente familiar. Em verdade as lendas astronômicas Dogon mais extraordinárias têm uma única fonte, o antropólogo Marcel Griaule que manteve contato com a tribo nos anos 1930 e 40. Outros antropólogos em contato com a mesma tribo antes e depois falharam em confirmar as extraordinárias lendas.
Não se suspeita que Griaule inventou as histórias, mas é revelador que os supostos mitos ancestrais espelhem os mitos e conhecimentos do próprio europeu. Os supostos conhecimentos astronômicos Dogon também contêm alguns erros, idênticos aos da astronomia européia no início do século passado. Pelo visto a tribo Dogon não devia estar tão isolada dos europeus, e como Sagan notou, a civilização alienígena com conhecimentos astronômicos sofisticados em contato com os Dogon que o antropólogo descobriu era… sua própria civilização.
O melhor caso a apoiar a idéia de “deuses astronautas” revela-se frágil quando informação crucial é adicionada. Infelizmente, é assim com todos os outros casos que já conheci. O pilar de ferro de Délhi está sim enferrujado, a Grande Pirâmide possui o nome do faraó Quéops inscrito várias vezes em câmaras interiores seladas desde sua construção, o mapa de Piri Reis não é mais acurado que outros mapas da época…
A possibilidade de que tenhamos sido contatados persiste e deve ser tomada a sério. O pulo do possível para o provável, e deste para o comprovado no entanto ainda não foi dado.
Fonte: ceticismoaberto.com

Nasa cogita explorar Titã, lua de Saturno

Titã é o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior de todo o sistema solar, depois de Ganímedes, tendo quase 1 vez e meia o tamanho da Lua. É maior que um planeta do Sistema Solar: Mercúrio; caso orbitasse o Sol seria um planeta por direito próprio.



 Barack Obama anunciou a inclusão da Nasa no seu plano de corte de gastos. As prioridades da agência nas próximas décadas ainda não foram definidas, mas devem refletir a nova situação. Missões não-tripuladas, como a dos robôs marcianos, podem ganhar destaque: além de um custo menor, oferecem maior segurança de resultados.

O brasileiro Alberto Elfes, de 57 anos, trabalha desde 2001 no Jet Propulsion Lab (JPL, na sigla em inglês), justamente a unidade responsável pelas missões não-tripuladas da agência espacial americana. Há cerca de 5,5 mil funcionários no JPL. Apenas cem possuem o cargo de "principal researcher" - algo equivalente a pesquisador sênior ou professor titular, no Brasil -, o mais alto na hierarquia de pesquisa. Elfes, um filho de alemães que nasceu em Maceió, pertence a este seleto grupo.
No ano passado, veio ao Brasil para um seminário sobre mineração do futuro organizado pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV), entidade que coordena as ações de ciência e tecnologia da Vale. 
Quais são seus principais projetos no JPL da Nasa?
Trabalho na área de sistemas robóticos autônomos. Meus principais projetos são um dirigível autônomo - para missões aéreas em Vênus, Titã (um satélite de Saturno), os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) e até mesmo Marte -, barcos robóticos - úteis para estudos oceanográficos e fluviais na Terra - e, por fim, veículos robóticos para ambientes extremamente difíceis de serem explorados como as florestas tropicais, por exemplo.
A tendência agora é só mandar robôs ao espaço?
É uma discussão complicada. Há dois partidos na Nasa: o pessoal das missões tripuladas - com sede no Johnson Space Center, em Houston (Texas), responsável pelos ônibus espaciais e pela Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) - e o pessoal das missões não-tripuladas - com sede no JPL, em Pasadena (Califórnia). Se você conversar com a turma das missões não-tripuladas, ouvirá que missão tripulada é uma bobagem: você coloca vidas em risco, é absurdamente caro e não traz o resultado científico de uma missão não-tripulada. Obviamente, o pessoal das missões tripuladas vai responder: 'Temos de ir para outros lugares porque esse é o destino humano: procurar novos horizontes, vencer novas fronteiras.' Sou da área de missões não-tripuladas e concordo com o argumento do risco humano e do custo, mas reconheço que o outro lado tem alguma razão. Poderíamos ficar em casa e ver fotos de Paris ou da Amazônia. Mas ninguém fica satisfeito com isso. Queremos ver ao vivo, colocar os pés lá. De qualquer forma, mandar um ser humano para Marte e trazê-lo de volta é um desafio tecnológico brutal e ainda não temos o conhecimento necessário para fazer isso. Uma proposta de missão tripulada para Marte previa três anos de viagem - um para ir, outro para permanecer lá e outro para voltar - e um custo da ordem de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões). Muito otimismo. Pode colocar mais um zero no custo. Basta pensar, por exemplo, no problema da radiação cósmica. A atmosfera de Marte é rarefeita e o campo magnético do planeta não é contínuo. Como consequência, há vastas regiões onde a incidência de radiação cósmica é muito forte. Como proteger os astronautas? Blindando as naves, os módulos que vão desembarcar no planeta e até os trajes espaciais? Tudo fica pesado demais e aumentam as dificuldades da missão. Na verdade, já conhecemos uma solução para esse problema: há regiões onde o campo magnético marciano é extremamente forte e outras onde ele praticamente não existe. Poderíamos levar os astronautas para regiões onde o campo magnético é forte, diminuindo o efeito da radiação cósmica. Mas ainda há inúmeras questões semelhantes a esta sem resposta.
E qual é o estado atual da missão para Titã?
No começo de 2009, foi apresentada uma proposta de missão para Titã chamada Titan Saturn System Mission (TSSM). A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) também participaria, uma forma de diminuir custos e incentivar a cooperação. Há a expectativa de que a missão para Titã seja aprovada para lançamento em 2018. Neste exato momento, a Nasa realiza seu 'decadal survey', uma pesquisa decenal em diferentes áreas, entre elas, o espaço profundo. Estão decidindo, por exemplo, quais os alvos para os próximos 10, 20 ou 30 anos e quais as principais perguntas científicas a serem respondidas. Os resultados devem sair neste semestre. Estamos torcendo para que a missão de Titã seja considerada de alta prioridade, para ser lançada em um futuro próximo.
Fale um pouco sobre a TSSM.
Eles propuseram um objeto que permaneceria na órbita de Titã - um orbitador - e realizaria o mapeamento do satélite no infra-vermelho e com radares. Também haveria um veículo aéreo - provavelmente um Montgolfière (balão de ar quente) - e um pequeno barco que desceria de pára-quedas em um dos lagos de satélite de Saturno. Os dois permaneceriam ativos por um tempo limitado, realizariam análises físico-químicas de Titã e enviaram os dados antes de acabar a energia.
Por que a energia é um limitante tão importante?
As missões que ultrapassam Marte não podem mais contar com a energia solar. As sondas Galileu (que explorou Júpiter), Cassini (que investiga Saturno) e as Voyagers (que já estão deixando o Sistema Solar) usaram um Radioisotophe Thermal Generator (RTG): uma pílula muito pequena de material radioativo, normalmente plutônio. O decaimento da substância produz calor que é transformado em energia elétrica. Na missão para Titã, o orbitador e o veículo aéreo possuiriam RTGs.
Barco Robótico

Fonte: estadão.com.br