segunda-feira, 25 de junho de 2012

Imagem do Dia: Apollo 17 na Cratera Shorty da Lua



Em Dezembro de 1972, os astronautas da missão Apollo 17 Eugene Cernan e Harrison Schmitt gastaram aproximadamente 75 horas na Lua no vale chamado de Taurus-Littrow, enquanto o seu colega de missão Ronald Evans orbitava a Lua. Essa imagem de alta resolução foi feita por Cernan enquanto ele e Schmitt caminhavam no interior do vale. A imagem mostra Schmitt na esquerda junto com o veículo lunar na borda da chamada Cratera Shorty, perto de um ponto onde o geólogo Schmitt descobriu o solo laranja lunar. A tripulação da Apollo 17 voltou para a Terra com 110 Kg de rocha e amostras do solo da Lua.


Fontehttp://apod.nasa.gov/apod/ap120624.html

Buracos negros são devoradores compulsivos?



Quando a matéria que o buraco negro está engolindo vai caindo, ela aquece à medida que aproxima-se do buraco negro e, eventualmente, sua temperatura fica tão alta, que ela brilha. Se há muita matéria sendo devorada, dizemos que o buraco negro é bastante ativo. Os buracos negros mais ativos geram núcleos galácticos extremamente ativos, conhecidos como quasares, que costumam apresentar um brilho equivalente ao de um trilhão de sóis, mais brilhante até do que uma galáxia.
Sempre se acreditou que a maioria dos quasares resultava de eventos extremos, como colisões de galáxias, que alimentavam o buraco negro com uma quantidade enorme de matéria em um único evento. Mas também se sabia que existiam os quasares mais tranquilos, que devoravam sua matéria lentamente, “em pequenos lanches”, por assim dizer.
O professor Kevin Schawinski, um astrônomo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, resolveu testar esta crença sobre os buracos negros dos quasares, e num estudo examinou 30 quasares da coleção de imagens do telescópio Hubble e do telescópio Spitzer. Neste estudo, a equipe descobriu que das 30 galáxias examinadas, 26 não apresentavam sinais de colisões de galáxias, e apenas uma delas tinha sinais claros de uma colisão.
Mas mesmo o equipamento do Hubble não é capaz de fazer um zoom nas galáxias observadas, de forma que eles não sabem ainda qual o processo que está alimentando estes quasares. Schawinski acha que é uma combinação de fatores, como movimentos aleatórios de gases, disparos de supernovas, a absorção de pequenos corpos, e correntes de gases e estrelas alimentando o buraco negro central.
Os cientistas estão apostando suas fichas no telescópio espacial James Webb (STJW), a ser lançado em 2018. Ele pode ajudar os cientistas a resolver este enigma, pois vai operar na faixa do infravermelho, e será capaz de examinar em detalhe o que o Hubble e o Spitzer apenas descobriram existir.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Imagem do Dia: O Trânsito de Vênus como observado no Mar Báltico



Esperando anos e viajando quilômetros, tudo para fazer uma imagem como a mostrada acima. E mesmo com todo o planejamento possível, uma boa pitada de sorte também ajuda. À medida que o Sol nascia sobre o Mar Báltico na última quarta-feira, dia 6 de Junho de 2012, como visto desde a Ilha Fehmarn no norte da Alemanha, o fotógrafo Jens Hackmann estava pronto para registrar o pouco comum ponto escuro de Vênus sobrepondo o disco do Sol. Menos esperado ainda foi a textura das nuvens e da névoa que pintaram o Sol com diferentes tonalidades avermelhadas. Além de tudo isso, talvez o ponto mais alto da imagem acima é a presença do também raro raio verde na parte superior do Sol. A imagem acima, logicamente é apenas uma das milhares de fotos espetaculares feitas na última semana sobre o último trânsito do planeta Vênus através do disco do Sol nos próximos 105 anos.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Imagem do dia: um close em uma mancha solar



Era um dia calmo na superfície do Sol – o que não quer dizer que tudo estava parado por lá, como é possível ver nessa imagem. Retratada aqui está a grande mancha solar AR9169.
Mostradas em ultravioleta, as áreas escuras são mais frias que, mesmo assim, têm temperaturas de milhares de graus Celsius. O gás que você vê fluindo para fora da mancha tem temperatura estimada de um milhão de graus Celsius.
A razão de temperaturas tão altas é desconhecida, mas suspeita-se que seja relacionada às mudanças no campo magnético que canalizam o plasma solar.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Trânsito de Vênus de 5/6 de Junho de 2012


Vênus é a pequena sombra na parte superior esquerda do Sol



Vênus realizou na noite de terça-feira e madrugada de quarta-feira a passagem diante do Sol para deleite dos astrônomos, que estavam na expectativa por um fenômeno que só voltará a acontecer dentro de 105 anos, e para desespero de milhões de asiáticos que não viram o espetáculo por culpa da chuva. O trânsito do planeta entre a Terra e o Sol começou pouco depois das 19H00 (horário de Brasília) no límpido céu da América do Norte, América Central e na parte norte da América do Sul.

Veja o vídeo: 

video


O deslocamento de Vênus, convertido em um grosso ponto negro na superfície do Sol, deve ser observado através de filtros solares aprovados para evitar o risco de cegueira, advertem os cientistas.
"Não é um eclipse clássico, no qual o sol é totalmente obscurecido. O diâmetro de Vênus representa um centésimo do Sol, então será apenas um ponto superposto na esfera solar e que se movimenta", disse à AFP Fred Watson, do Observatório Astronômico da Austrália.
A Austrália, descoberta no século XVIII pelo explorador britânico James Cook, depois de uma missão de observação de Vênus no Pacífico, foi o melhor local para acompanhar o fenômeno, com quase sete horas de visibilidade na zona oriental e central do país.
O fim do fenômeno foi observado durante a manhã na Europa, Oriente Médio e Ásia meridional. Na maior parte da América do Sul, África ocidental e do sudoeste, o fenômeno não pôde ser observado.
Os cientistas asseguram que estudar o trânsito incentivará esforços futuros para identificar planetas distantes e aprender mais sobre suas atmosferas.
Apenas seis passagens de Vênus diante do Sol foram registradas das 53 ocorridas entre 2000 a.C. e 2004 d.C, quando ocorreu o último.
A próxima passagem de Vênus entre o Sol e a Terra ocorrerá em 2117, dentro de 105 anos. Esses trânsitos acontecem duas vezes a cada oito anos e, depois, não são registrados por mais de um século. O último trânsito de Vênus entre o sol e a Terra aconteceu em 2004 e nenhum fenômeno foi verificado em todo o século XX.
"Uma passagem assim é um espetáculo maravilhoso e raro, se você levar em consideração a imensidão do céu. Um planeta passar diante do disco solar é bastante incomum e teremos que esperar até 2117 para o próximo", disse o cientista Richard Harrison, que trabalha no "Solar Dynamics Observatory", o SDO.
O SDO, lançado pela agência espacial americana (Nasa) em 2010 e em órbita terrestre, deve ajudar a compreender melhor a atividade do Sol, assim como seu impacto sobre a Terra e o clima.
A Nasa prometeu "a melhor vista possível do evento" através de imagens em alta resolução captadas de seu Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês).




terça-feira, 5 de junho de 2012

Nova tentativa de encontrar alienígenas termina sem resultados





A primeira tentativa de encontrar vida inteligente fora da Terra por meio de novas ferramentas terminou em vão. Astrônomos australianos utilizaram uma "enorme quantidade de dados de interferometria" para examinar a estrela Gliese 518, que teria planetas em sua chamada zona habitável, mas não encontraram transmissões alienígenas, de acordo com o relatório publicado no Astronomical Journal.



A busca por vida no espaço é fundamentalmente um jogo de tentativa e erro, e por isso os resultados não frustraram a equipe. Recentemente, o interesse nessas buscas direcionadas cresceu conforme se tornaram um método comum para procurar alienígenas.
Os astrônomos atualmente estimam que cada estrela hospeda, em média, 1,6 planeta, o que os leva a crer que ainda há bilhões de corpos celestes no espaço. Alguns astros, porém, abrigam planetas em sua órbita a uma distância ideal para que a atmosfera não seja nem muito quente e nem muito fria para haver água, o que estabelece condições básicas para a vida.
A Gliese 581 é uma anã vermelha a cerca de 20 anos luz da Terra e é uma candidata interessante a servir de alvo para as o programa de Buscas por Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês). A estrela tem seis planetas, dois dos quais são "Superterras".
Por isso, os astrônomos do Centro Internacional de Pesquisas Astronômicas da Universidade de Curtin, Austrália, usam técnicas de ondas de rádio de alta resolução para buscar sons emitidos no espaço.
O método de interferometria usado pelos cientistas consiste no uso de vários telescópios, um distante do outro, combinando cuidadosamente seus sinais para que eles atuem como se fossem um único grande e poderoso aparelho, observando um ponto no espaço.
A equipe observou o Gliese 581 por oito horas, ouvindo os sons em várias frequências. O resultado, porém, foi o silêncio, mas a experiência ao menos serviu como atestado de que a técnica da interferometria é particularmente viável para esse tipo de busca focalizada.
"Considerando o fato de que poderíamos ter, por exemplo, olhado para a Terra por bilhões de anos, só teríamos achado vida inteligente se tivéssemos observado nos últimos 70 anos, e bem de perto. Isso porque é um planeta que está na zona habitável, tem oceanos líquidos, atmosfera", disse, concluindo ao dizer que o fato de não ter encontrado vida em um sistema solar não quer dizer que não haja alienígenas em outros.

Trânsito raro de Vênus entre a Terra e o Sol acontecerá hoje.



Chegou o dia, é hoje, logo mais a noite, aqui no Brasil, Vênus irá passar em frente ao disco do Sol. Para nós brasileiros que não poderemos acompanhar o evento ao vivo, uma das maneiras de seguir esse raro fenômeno pode ser por meio da atualização da imagem acima no momento do evento e acompanhar o pequeno círculo escuro cruzando o disco do Sol. As pequenas partes escuras observadas na imagem acima são manchas solares e o disco escuro que será observado mais tarde será o planeta Vênus. Para não perder o evento anotem aí, o disco escuro de Vênus deve começar a aparecer no Sol às 19:10, hora de Brasília, do dia de hoje, 5 de Junho de 2012 e o fenômeno deve durar até a 1:50 da madrugada do dia 6 de Junho de 2012. Esse trânsito é o mais raro tipo de eclipse solar conhecido, mais raro até do que o trânsito de Mercúrio. De fato, o próximo trânsito de Vênus através do Sol será em 2117. Qualquer um que tenha uma visão clara do Sol no momento do fenômeno poderá acompanhá-lo ao vivo. Pelo fato do trânsito ser raro, pouco comum e que poderá ser visto em grande parte da Terra, espera-se que ele seja um dos eventos astronômicos mais fotografados da história. Só para ter uma ideia, ele é o sétimo trânsito desde a invenção do telescópio, o segundo da era espacial, o primeiro que será fotografado do espaço da ISS, o segundo da era da internet e o primeiro da era das redes sociais, com isso podemos ter uma ideia de como será a cobertura dele. A imagem acima, que pode ser atualizada por esse site: http://sdo.gsfc.nasa.gov/assets/img/latest/latest_1024_HMIIC.jpg , é feita pelo satélite Solar Dynamics Observatory e pode ser atualizada a cada 15 minutos. Portanto não esqueçam, hoje a noite, a cobertura completa do trânsito aqui no blog.