terça-feira, 20 de novembro de 2012

Imagem do Dia: Marcas do Curiosity em Rocknest



A imagem acima mostra as cinco escavadas feitas pelo rover Curiosity do Mars Science Laboratory, no já famoso local de pesquisa conhecido como Rocknest, no Planeta Vermelho. Essa imagem foi feita no dia 9 de Novembro de 2012, o nonagésimo terceiro dia de trabalho do Curiosity em Marte, também conhecido como Sol 93. A quinta e última escavada foi feita no mesmo dia e é a segunda da esquerda para a direita. Cada uma dessas escavadas tem aproximadamente 5 cm de largura.
Mas por que o rover Curiosity da NASA escavou 5 vezes esse terreno? As primeiras duas escavadas e parte da terceira foram usadas para calibrar a superfície interna do mecanismo de amostragem manual. A terceira, quarta e quinta escavada foram feitas para recolher amostras que foram analisadas no Sample Analysis at Mars, ou SAM. O SAM, é um conjunto de instrumentos responsável por fazer análises químicas e mineralógicas no interior do rover.

domingo, 18 de novembro de 2012

Imagem do dia: O Anjo do Norte



A imagem acima mostra a gigantesca escultura conhecida como Angel of the North, localizada em Gateshead na Inglaterra com um belo halo formado pelo rastro das estrelas. Essa escultura foi feita com 200 toneladas de aço e mostra um anjo com asas de avião e mede 20 metros de altura, com as asas medindo 54 metros de envergadura, fazendo dela uma escultura tão alta como os famosos ônibus de dois andares de Londres com as asas do tamanho de um avião. O único mistério nessa foto é quem é que está aos pés do anjo?
A escultura foi desenhada por Antony Gormely e foi completada no ano de 1998.

Fonte: http://www.universetoday.com/98516/astrophoto-angel-of-the-north-gets-a-halo/

Curiosity relata ventos marcianos


   A NASA publicou os resultados das observações meteorológicas da sonda marciana Curiosity.


O aparelho descobriu alterações de pressão na atmosfera de Marte. A diferença de pressão entre o dia e a noite se revelou bastante notável, cerca de 10%. Isso acontece devido à formação de fortes correntes de ar ascendentes provocadas pelo aquecimento da superfície do planeta durante o dia.

As variações de pressão no planeta são acompanhadas pela alteração do nível de radiação, o que se explica pela ausência em Marte de um campo magnético protetor como o que existe na Terra. Além das variações diárias, a sonda também detetou a existência de alterações sazonais na pressão atmosférica.
O Curiosity  elaborou ainda uma carta dos ventos dentro da cratera de Gale. Segundo os especialistas da NASA, ela é bastante diferente da que esperavam.

Temperatura média poderá aumentar perto de 4,5 graus Celsius


                                         Investigadores determinam modelos de alteração climática mais precisos


Uma equipa de investigadores norte-americanos, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica, em Boulder (Colorado, EUA), encontrou uma forma de determinar modelos de mudança climática mais precisos. Segundo o método de análise dos cientistas, ainda este século, a temperatura média poderá aumentar perto de 4,5 graus Celsius. e considera que os aviões influenciam as alterações meteorológicas em zonas de maior tráfego. O estudo vem publicado na revista «Science».

O trabalho de John Fasullo e Kevin Trenberth centrou-se na análise da humidade relativa em regiões subtropicais, medindo as nuvens – consideradas por estes, um elemento-chave para estudar o aquecimento global. As nuvens são claras e por isso reflectem a luz solar e o vapor de água nelas contidas é um poderoso gás do efeito estufa, podendo gerar aquecimento.

Para o estudo, a equipa estudou imagens de canais nas nuvens registadas por satélites, recorrendo a modelos computadorizados de previsão meteorológica, para simular o seu crescimento e evolução. Tudo indica que camadas de nuvens extremamente frias podem ser encontradas num raio de 100 quilómetros que rodeia os grandes aeroportos do mundo.

Por norma, os modelos de computador têm dificuldade em lidar com as nuvens e seu papel na evolução do clima e alguns parecem sugerir que, nos próximos cem anos, haverá um aumento da temperatura média da ordem de 4,5 graus Celsius, outros, mais modestos, prevêem uma variação de 1,5 grau Celsius.

E foi por isso que Fasullo e Trenberth decidiram estudar a humidade relativa do ar – já que existe uma ligação entre esta e a formação de nuvens –, sobretudo nas regiões subtropicais, em geral mais secas, porque os dados que lhe dizem respeito são obtidos com confiança a partir de satélites e assim, é possível comparar as previsões com observações reais.

Segundo os resultados dos investigadores, tudo indica que os modelos mais correctos são precisamente aqueles que prevêem mudanças mais fortes, da ordem de 4,5º C. o estudo permitiu-lhes perceber ainda que muitos dos grandes aeroportos possuem uma camada de nuvens baixas durante o inverno – o que pode levar à retirada do gelo dos aviões com mais frequência.

As nuvens com canais, induzidas pelos aviões, foram documentadas durante décadas e frequentemente atribuídas ao lançamento de foguetes, etc., mas não acreditam que tenha influencia nas alterações climáticas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nasa: perda de contato entre Rússia e ISS não é grave

Foto: (Arquivo) Estação Espacial Internacional


A ruptura, nesta quarta-feira, de um cabo externo do Centro Espacial de Moscou, que impediu a comunicação da Rússia com a Estação Espacial Internacional (ISS), não tem gravidade, e o incidente deve ser resolvido em breve, indicou à AFP um porta-voz da Nasa.
"Isso já aconteceu anteriormente e, em geral, não tem impacto algum, já que os russos podem continuar a se comunicar com o laboratório da ISS por meio do sistema de comunicação americano", explicou Josh Byerly, porta-voz do Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas, sul dos Estados Unidos).
"Eles vão restabelecer o contato nas próximas horas", acrescentou.
Fontes do setor espacial russo, citadas por agências de notícias na Rússia, indicaram que o país havia perdido o contato com seus satélites e não podia enviar comandos à ISS em razão da ruptura de um cabo.
Segundo a agência estatal Ria Novosti, citando uma fonte anônima, o Centro Espacial russo "não tem mais a capacidade de comandar à distância os satélites civis, nem o segmento russo da Estação Espacial Internacional". Contudo, "ainda é capaz de ver a equipe e se comunicar com ela", de acordo com a mesma fonte.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

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NASA testa internet interplanetária

Fonte: speedyembsa.blogspot.com


A internet tornou-se uma parte integral da vida das pessoas pelo mundo, mas a web poderia existir no espaço? Pesquisadores da NASA, não felizes em continuar presos no sistema terráqueo, estão empurrando as fronteiras das redes de comunicações ao testar o que poderemos chamar futuramente de internet interplanetária. 

Trabalhando em conjunto com a Agência Espacial Europeia (essa), a NASA tem usado seu programa Disruption Tolerant Networking (DTN) para testar operações de rede que replicam algumas das funções da internet, como enviar mensagens para longas distâncias. Em adição as mensagens, o astronauta Sunita Williams usou o DTN para controlar um pequeno robô LEGO em um laboratório através de um notebook da NASA na Estação Espacial Internacional. O experimento foi desenvolvido para similar um cenário onde um astronauta dentro da nave poderia controlar remotamente um robô do lado de fora.

“A demonstração mostrou a viabilidade de usar uma nova infraestrutura de comunicações para enviar comandos a um robô e receber imagens/dados de volta”, disse Badri Younes, da NASA, em declaração.

“O DTN experimental que testamos da estação espacial pode um dia ser usado por humanos em naves orbitando Marte para robôs no planeta, ou da Terra usando satélites como estações”, disse Younes.

De acordo com a NASA, o sistema DTN usa um sistema similar ao Internet Protocol chamado “Bundle Protocol”, um arquitetura análoga que torna a ideia de construir uma internet interplanetária mais fácil de visualizar. Eventualmente, o sistema DTN pode tornar-se um meio primário de comunicação com missões espaciais mais profundas bem como comandar missões mais longínquas.

Fonte: http://www.pcmag.com.br/noticias/nasa-testa-sistema-de-internet-interplanetario