quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nasa encontra na Lua possíveis restos de nave espacial de 1967



Coordenadas dos restos encontrados coincidem com as do local onde calcula-se que a nave Lunar Orbiter 2 caiu, após desaparecer ao passar para o lado escuro da Lua


WASHINGTON - A Nasa encontrou na superfície da Lua o que poderiam ser os restos de uma nave espacial que se chocou contra o satélite em 1967.
As coordenadas dos restos encontrados coincidem com as do local onde calcula-se que a nave Lunar Orbiter 2 caiu, após desaparecer ao passar para o lado escuro da Lua.
No entanto, a marca encontrada na superfície lunar parece ser muito grande para ter sido causada pelo impacto de uma cosmonave de poucos metros de altura. A nave foi enviada ao espaço no final dos anos 1960 com a finalidade de explorar possíveis lugares de aterrissagem para as missões Apollo e Surveyor.
"A verdade é que não temos certeza do que causou o impacto, vamos seguir analisando os restos", explicou James Ashley, cientista da Universidade do Arizona, no blog do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da Nasa, a ferramenta que detectou os restos.

domingo, 7 de agosto de 2011

Exploração do espaço não precisa ser humana, diz Nasa

Após aposentadoria de ônibus espaciais, agência pode passar a priorizar missões não-tripuladas



WASHINGTON - Agora que a frota de ônibus espaciais foi aposentada de vez, o foco do programa espacial dos Estados Unidos poderá ser transferido para a ciência astronômica da Nasa sem humanos a bordo de naves.

As viagens espaciais com humanos historicamente captaram a maior parte da atenção do público e do orçamento da Nasa, mas as investigações robóticas e os observatórios trouxeram os maiores avanços para entender melhor o cosmos - desde as voltas ao redor de Marte até a observação de bilhões de anos atrás para ver como as galáxias nascem.
Houve um momento simbólico nesta semana, quando os astronautas do ônibus espacial visitaram a Casa Branca para receber os elogios do presidente Barack Obama pelo programa dos ônibus espaciais que durou 30 anos e terminou no dia 21 de julho.
Ao mesmo tempo, a Nasa anunciou uma investigação sobre o asteroide Vesta, a observação do coração escuro de uma galáxia e o lançamento em breve de uma espaçonave que irá para Júpiter.
O orçamento proposto pela Nasa para o ano fiscal de 2012 destina mais de 8 bilhões de dólares para viagens espaciais tripuladas, em comparação aos cerca de 5 bilhões de dólares para a ciência espacial - e isso sem nenhum veículo especial dos EUA próprio para humanos num futuro imediato.
Os astronautas pegarão carona nas cápsulas menores russas Soyuz para chegar à Estação Espacial Internacional até 2020.
Norte-americanos em Marte? Talvez em 2035. Mas jipes robóticos têm percorrido a superfície marciana desde 2004.
Como as viagens espaciais tripuladas por humanos exigem a simulação de condições semelhantes à da Terra - temperatura, estabilidade, ar -, elas sempre foram mais caras do que a exploração não-tripulada ou as observações com base na Terra. Elas começaram na Guerra Fria nos anos 1950, quando era um imperativo geopolítico.
Mesmo nessa época, a ciência era uma prioridade. A Lei do Espaço e da Aeronáutica Nacional, de 1958, que criou a agência espacial, colocou como seu primeiro objetivo "a expansão do conhecimento humano dos fenômenos na atmosfera e no espaço."

Nasa lança sonda Juno para Júpiter a bordo de foguete não-tripulado



Partida da nave, que leva o satélite Juno, aconteceu apenas 8 minutos antes do fechamento da janela de lançamento


A Nasa lançou nesta sexta-feira, 5, às 13h25 o foguete não-tripulado Atlas V do Cabo Canaveral, como parte de uma inédita missão ao coração de Júpiter. A partida da nave, que leva o satélite Juno, aconteceu apenas 8 minutos antes do fechamento da janela de lançamento.
Juno, a deusa da maternidade e protetora das mulheres na mitologia romana, parte ao encontro de seu marido Júpiter, a principal deidade do panteão romano, na busca de respostas científicas.
A missão. A sonda robótica, chamada Juno, deve passar um ano dando voltas dentro dos letais cinturões de radiação jupiterianos, chegando bem mais perto do planeta do que suas antecessoras. O objetivo é descobrir quanta água existe por lá, o que motiva os enormes campos magnéticos do planeta, e se existe um núcleo sólido por baixo da sua atmosfera densa e quente.
A missão Juno é a segunda missão eleita sob o plano "Novas Fronteiras", um programa misto entre a Nasa e o setor privado, centrado em um projeto para a prospecção do Sistema Solar com um orçamento de US$ 1 bilhão.
A viagem de Juno a Júpiter levará cinco anos. Quando chegar lá, em julho de 2016, a sonda vai se instalar numa estreita faixa entre o planeta e a beirada interior do seu cinturão de radiação. A sonda, alimentada por energia solar, passará então um ano orbitando os pólos jupiterianos, chegando a apenas 5.000 quilômetros do topo das suas nuvens.
Quando chegar a seu destino em 2016, Juno dará 33 voltas pela órbita de Júpiter para tentar responder algumas das muitas perguntas que os cientistas têm sobre o planeta.
Só uma sonda atmosférica lançada pela Galileo, última nave enviada pela Nasa a Júpiter, chegou mais perto do que isso, mas ela foi capaz de enviar dados durante apenas 58 segundos, antes de sucumbir à pressão e ao calor extremos daquele ambiente.
O "coração" eletrônico da Juno está protegido por um baú de titânio, mas mesmo assim deve durar apenas cerca de um ano. Sua última ação será mergulhar na atmosfera do planeta, para evitar uma contaminação nas luas de Júpiter, onde teoricamente há condições de existir vida.

Júpiter. Os cientistas acreditam que Júpiter foi o primeiro planeta a ser formado depois do nascimento do Sol, mas não se sabe exatamente como. Um dado importante que falta é a quantidade de água existente dentro do planeta gigante, que orbita o Sol a uma distância cinco vezes superior à da Terra.
Júpiter, como o Sol, é formado principalmente de hidrogênio e hélio, com pitadas de outros elementos, como oxigênio. Cientistas acreditam que esse oxigênio se liga ao hidrogênio para formar água, o que pode ser mensurado por sensores de micro-ondas, um dos oito instrumentos científicos da sonda Juno.
O conteúdo aquático de Júpiter está diretamente ligado ao lugar - e à forma - como o planeta se formou. Alguns indícios apontam que ele surgiu em regiões mais frias, e então migrou para mais perto do Sol. Outros modelos computacionais sugerem que o planeta se formou mais ou menos na sua atual posição, pelo acúmulo de antigas bolas de gelo. 
Seja como for, Júpiter acabou com pelo menos o dobro de massa do que todos os outros sete planetas somados, o que lhe dá musculatura gravitacional suficiente para preservar praticamente todos os seus materiais constituintes.
Em entrevista à Agência Efe, Adriana Ocampo, da divisão de Ciências Planetárias da Nasa e responsável pela missão, indica que, entre as incógnitas que se deseja desvendar, está o papel exercido por Júpiter na evolução e na origem do Sistema Solar e da Terra.
Este planeta de grandes dimensões tem um grande campo magnético que atuou como barreira para impedir que as moléculas dispersas no Universo no princípio de sua história ficassem de fora do Sistema Solar e permitissem o surgimento de vida.
Outro dos objetivos é analisar as mudanças climáticas de Júpiter e o impacto que elas têm para a Terra. Desde o século XVII os cientistas observaram a "grande mancha vermelha" de Júpiter, uma tempestade cuja área é duas ou três vezes o tamanho da terrestre e que permanece no planeta há mais de 300 anos.

Bonecos de Lego representando o deus romano Jupiter, sua esposa Juno e Galileo Galilei estão a bordo do foguete. As pequenas figuras fazem parte de uma parceria da Nasa que pretende inspirar as crianças a conhecer e explorar o mundo da ciência e da tecnologia.
Além disso, a sonda robótica chamada Juno também levará uma placa em homenagem ao astrônomo italiano fornecida pela Agência Espacial Italiana. Nela está escrita, na caligrafia do cientista, uma passagem de 1610 com suas observações sobre Júpiter.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ESO encontra 96 novos aglomerados de estrelas na Via Láctea

Foto: ESO/Divulgação


O observatório espacial europeu ESO descobriu 96 novas aglomerações abertas de estrelas na Via Láctea. Por serem pequenas e de pouco brilho, as estrelas haviam passado despercebidas até que o super telescópio Vista registrasse os pontos brilhantes em meio à poeira espacial.
A maioria das estrelas de grande massa são encontradas em aglomerados, que são a base estrutural de galáxias. Entretanto, é difícil identificar estrelas aglomeradas já que a poeira espacial absorve a luz emitida pelas estrelas jovens. Na atual pesquisa do observatório, os cientistas apontaram o super telescópio a regiões que pareciam vazias em estudos anteriores, e nessas zonas encontraram estrelas novas.
Na Via Láctea, cerca de 2,5 mil aglomerações estelares abertas já foram encontradas, o que cientistas consideram um número baixo, já que estimam o total em 30 mil. A maioria dos novos aglomerados possuem apenas entre 10 e 20 estrelas e os pesquisadores acreditam que podem ser as primeiras de muitas descobertas de aglomerados na Via Láctea.

Sueco é preso por tentar criar fissão nuclear em seu fogão



Um sueco foi preso pela polícia depois de tentar partir átomos no fogão da cozinha em uma prática que, segundo o homem informou nesta quarta-feira, era realizada como hobby. Richard Handl, 31 anos, disse que mantinha elementos radioativos, como radio, amerício e urânio em seu apartamento, no sul da Suécia, quando a polícia apareceu e o prendeu sob a acusação de posse não autorizada de material nuclear.
Haldl explicou que, durante meses, tentou construir um reator nuclear e descrevia em seu blog como havia criado uma pequena fissão dentro de um fogão.
Passado algum tempo, o sueco percebeu que seus testes poderiam ser ilegais e questionou o órgão máximo de energia nuclear do país. Recebeu como resposta uma denúncia à polícia.
"Sempre fui interessado em física e química", afirmou Handl. Ele contou que apenas queria "ver se era possível dividir os átomos em casa". A operação policial ocorreu no final de julho, mas a polícia se recusou a comentar o caso.
Se condenado, Richard Handl pode pegar até dois anos na prisão, apesar das autoridades não terem detectado níveis perigosos de radiação no apartamento. Preso, o sueco reconheceu que o projeto não foi uma boa ideia. "A partir de agora, vou ficar com a teoria", disse.

Revista cientifica diz que a Terra teve duas Luas



A Terra teve duas Luas, antes de uma delas, a mais pequena, ter chocado com a outra, a sua "irmã mais velha", demonstra uma teoria publicada hoje na revista científica Nature.

Resultado: o planeta azul ficou com uma Lua mais volumosa, ligeiramente assimétrica e mais acidentada num dos lados, o mais distante da Terra.

Segundo a teoria, desenvolvida por uma equipa de astrónomos norte-americanos, a colisão entre as duas Luas ocorreu há quatro biliões de anos, muito antes da formação da vida na Terra.


As duas Luas, jovens, orbitavam a Terra, com a mais pequena a poucos passos da maior e mais rápida. Só que gravidade da Lua maior era tão forte que a mais pequena não resistiu.

“Estavam destinadas a colidir. Não havia saída”, sustenta Erik Asphaug, co-autor da investigação, citado pela agência noticiosa AP.


Descoberta da astronomia poderia levar a tratamento eficaz de câncer



O que astronomia e medicina têm em comum? Aparentemente, a possível cura para uma das piores doenças que já existiram.
Astrônomos fizeram uma descoberta no estudo de estrelas e buracos negros que pode levar a tratamentos mais seguros e efetivos de câncer no futuro.
Os cientistas notaram que metais pesados emitem elétrons de baixa energia quando expostos a raios-X com energias específicas.
Isso levanta a possibilidade de que implantes feitos de ouro ou platina poderiam permitir aos médicos destruir tumores com elétrons de baixa energia, expondo o tecido saudável à radiação muito menor do que é possível hoje.
Simulações de computador sugerem que atingir um único átomo de ouro ou platina com uma pequena dose de raios-X em uma estreita faixa de frequências produz uma avalanche de mais de 20 elétrons de baixa energia.
Os cientistas explicam que esses elétrons ejetados podem matar o câncer, destruindo seu DNA. Assim, os médicos podem incorporar muitas nanopartículas de metal pesado dentro e ao redor de tumores e, em seguida, atingir-lhes com radiação adaptada.
O chuveiro de elétrons resultante poderia destruir um tumor, e o processo reduziria grandemente a exposição à radiação do paciente, em comparação com métodos de tratamento mais atuais de radiação.
A equipe construiu um protótipo que mostra que frequências específicas de raios-X podem liberar elétrons de baixa energia a partir de nanopartículas de metais pesados. Enquanto a máquina ainda precisa ser desenvolvida, já existe prova de que a técnica tem potencial para o tratamento do câncer.
Em resumo, o estudo poderá eventualmente levar a uma combinação de radioterapia com quimioterapia, com a platina sendo o agente ativo.
Esse potencial novo tratamento surgiu com o estudo dos céus. Especificamente, os pesquisadores estavam tentando entender do que diferentes estrelas são feitas, com base em como a radiação flui através e emana delas.
A equipe construiu modelos de computador complexos para simular esses processos. Os modelos deram pistas de como metais pesados como o ferro se comportam quando absorvem diferentes tipos de radiação.
O ferro desempenha um papel dominante no controle do fluxo de radiação através de estrelas. Mas também é observado em alguns ambientes como buracos negros, que produzem alguns tipos de raios-X que podem ser detectados da Terra.
Foi quando eles perceberam que as implicações iam além da astrofísica atômica: raios-X são usados o tempo todo em tratamentos de radiação e de imagem, bem como metais pesados. Se fosse possível alvejar nanopartículas de metais pesados em certos locais do corpo, seria possível também reduzir a exposição à radiação e ser muito mais preciso.
“Como astrônomos, aplicamos física e química básicas para compreender o que está acontecendo nas estrelas. Estamos muito animados em aplicar o mesmo conhecimento para tratar o câncer”, disse o astrônomo Sultana Nahar.

Fonte: http://www.livescience.com/15253-astronomy-discovery-treat-cancer-patients.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Livesciencecom+%28LiveScience.com+Science+Headline+Feed%29