domingo, 18 de novembro de 2012

Temperatura média poderá aumentar perto de 4,5 graus Celsius


                                         Investigadores determinam modelos de alteração climática mais precisos


Uma equipa de investigadores norte-americanos, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica, em Boulder (Colorado, EUA), encontrou uma forma de determinar modelos de mudança climática mais precisos. Segundo o método de análise dos cientistas, ainda este século, a temperatura média poderá aumentar perto de 4,5 graus Celsius. e considera que os aviões influenciam as alterações meteorológicas em zonas de maior tráfego. O estudo vem publicado na revista «Science».

O trabalho de John Fasullo e Kevin Trenberth centrou-se na análise da humidade relativa em regiões subtropicais, medindo as nuvens – consideradas por estes, um elemento-chave para estudar o aquecimento global. As nuvens são claras e por isso reflectem a luz solar e o vapor de água nelas contidas é um poderoso gás do efeito estufa, podendo gerar aquecimento.

Para o estudo, a equipa estudou imagens de canais nas nuvens registadas por satélites, recorrendo a modelos computadorizados de previsão meteorológica, para simular o seu crescimento e evolução. Tudo indica que camadas de nuvens extremamente frias podem ser encontradas num raio de 100 quilómetros que rodeia os grandes aeroportos do mundo.

Por norma, os modelos de computador têm dificuldade em lidar com as nuvens e seu papel na evolução do clima e alguns parecem sugerir que, nos próximos cem anos, haverá um aumento da temperatura média da ordem de 4,5 graus Celsius, outros, mais modestos, prevêem uma variação de 1,5 grau Celsius.

E foi por isso que Fasullo e Trenberth decidiram estudar a humidade relativa do ar – já que existe uma ligação entre esta e a formação de nuvens –, sobretudo nas regiões subtropicais, em geral mais secas, porque os dados que lhe dizem respeito são obtidos com confiança a partir de satélites e assim, é possível comparar as previsões com observações reais.

Segundo os resultados dos investigadores, tudo indica que os modelos mais correctos são precisamente aqueles que prevêem mudanças mais fortes, da ordem de 4,5º C. o estudo permitiu-lhes perceber ainda que muitos dos grandes aeroportos possuem uma camada de nuvens baixas durante o inverno – o que pode levar à retirada do gelo dos aviões com mais frequência.

As nuvens com canais, induzidas pelos aviões, foram documentadas durante décadas e frequentemente atribuídas ao lançamento de foguetes, etc., mas não acreditam que tenha influencia nas alterações climáticas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nasa: perda de contato entre Rússia e ISS não é grave

Foto: (Arquivo) Estação Espacial Internacional


A ruptura, nesta quarta-feira, de um cabo externo do Centro Espacial de Moscou, que impediu a comunicação da Rússia com a Estação Espacial Internacional (ISS), não tem gravidade, e o incidente deve ser resolvido em breve, indicou à AFP um porta-voz da Nasa.
"Isso já aconteceu anteriormente e, em geral, não tem impacto algum, já que os russos podem continuar a se comunicar com o laboratório da ISS por meio do sistema de comunicação americano", explicou Josh Byerly, porta-voz do Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas, sul dos Estados Unidos).
"Eles vão restabelecer o contato nas próximas horas", acrescentou.
Fontes do setor espacial russo, citadas por agências de notícias na Rússia, indicaram que o país havia perdido o contato com seus satélites e não podia enviar comandos à ISS em razão da ruptura de um cabo.
Segundo a agência estatal Ria Novosti, citando uma fonte anônima, o Centro Espacial russo "não tem mais a capacidade de comandar à distância os satélites civis, nem o segmento russo da Estação Espacial Internacional". Contudo, "ainda é capaz de ver a equipe e se comunicar com ela", de acordo com a mesma fonte.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

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NASA testa internet interplanetária

Fonte: speedyembsa.blogspot.com


A internet tornou-se uma parte integral da vida das pessoas pelo mundo, mas a web poderia existir no espaço? Pesquisadores da NASA, não felizes em continuar presos no sistema terráqueo, estão empurrando as fronteiras das redes de comunicações ao testar o que poderemos chamar futuramente de internet interplanetária. 

Trabalhando em conjunto com a Agência Espacial Europeia (essa), a NASA tem usado seu programa Disruption Tolerant Networking (DTN) para testar operações de rede que replicam algumas das funções da internet, como enviar mensagens para longas distâncias. Em adição as mensagens, o astronauta Sunita Williams usou o DTN para controlar um pequeno robô LEGO em um laboratório através de um notebook da NASA na Estação Espacial Internacional. O experimento foi desenvolvido para similar um cenário onde um astronauta dentro da nave poderia controlar remotamente um robô do lado de fora.

A demonstração mostrou a viabilidade de usar uma nova infraestrutura de comunicações para enviar comandos a um robô e receber imagens/dados de volta”, disse Badri Younes, da NASA, em declaração.

O DTN experimental que testamos da estação espacial pode um dia ser usado por humanos em naves orbitando Marte para robôs no planeta, ou da Terra usando satélites como estações”, disse Younes.

De acordo com a NASA, o sistema DTN usa um sistema similar ao Internet Protocol chamado “Bundle Protocol”, um arquitetura análoga que torna a ideia de construir uma internet interplanetária mais fácil de visualizar. Eventualmente, o sistema DTN pode tornar-se um meio primário de comunicação com missões espaciais mais profundas bem como comandar missões mais longínquas.

Fonte: http://www.pcmag.com.br/noticias/nasa-testa-sistema-de-internet-interplanetario

Conheça os trajes espaciais dos primeiros cães astronautas



União Soviética enviou pelo menos 57 cachorros para missões espaciais entre as décadas de 1950 e 60. A mais famosa é a cadela Laika, conhecida por ser o primeiro ser vivo terrestre a orbitar o nosso planeta.
Mas antes mesmo de Laika colocar a patinha a bordo da nave soviética Sputnik II em 1957, vários cães já haviam sido enviados a altitudes muito mais elevadas.



Como os seres humanos, os cães precisaram de trajes espaciais especiais para sobreviver às condições diferenciadas da nave.
Para manter os animais seguros e testar os equipamentos que mais tarde seriam usados por humano, foram criados trajes de alta pressão, com capacetes especiais e dispositivos para coleta de urina e fezes.



Retronaut postou diversas fotos que mostram os primeiros trajes espaciais caninos, e que nos fazem imaginar como é ser um cachorro astronauta – ou cosmonauta, como chamavam os soviéticos.
Quer saber como era ser um cão astronauta? No documentário abaixo, é possível ter uma noção do furor causado com o lançamento de Laika para o espaço. [io9/Cães do programa espacial soviético]



Fonte: http://hypescience.com/


Receba por SMS um aviso da NASA quando a Estação Espacial Internacional passar sobre a sua cabeça



Para os curiosos da astronomia, a NASA criou um sistema que avisa quando será a passagem da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
O alerta, designado "Spot the Station", dá sinal algumas horas antes da estação espacial passar sobre a nossa casa. Os alertas chegam através de e-mail ou SMS.
Segundo os especialistas, a ISS é fácil de identificar por ser o terceiro ponto mais brilhante do céu, a seguir ao sol e à lua.
Para receber os avisos é necessário uma inscrição no site da NASA. Todas as semanas, são determinadas as oportunidades de avistamento em 4600 locais em todo o mundo.

Fonte: http://www.ionline.pt/mundo/nasa-avisa-quando-podemos-ver-passar-estacao-espacial

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Curiosity revela semelhança entre solos de Marte e do Havaí

Foto: http://www.dw.de/

A  sonda Curiosity enviada pela agência espacial americana Nasa a Marte descobriu que o solo do planeta é semelhante ao do Havaí.


Um instrumento chamado CheMin, colocado na sonda Curiosity, analisou com raio-X partículas do terreno marciano. O objetivo é descobrir pistas sobre a história geológica recente do planeta. Como os cientistas já desconfiavam, a maior parte do solo é composta por materiais basálticos de origem vulcânica, exatamente como o terreno das ilhas do Havaí, nos Estados Unidos.
As amostras tiradas em Marte contêm tanto poeira que estava a milhares de quilômetros do local da sonda, mas foi trazida por tempestades, quanto areia originária da região.
"Até agora, os materiais que a Curiosity analisou são consistentes com nossas ideias iniciais que tínhamos sobre a cratera Gale, mostrando uma transição no tempo de um ambiente úmido para um seco", diz David Bish, um dos pesquisadores do projeto CheMin.
Foto: http://www.dw.de/
O robô utiliza imagens de raio-X para revelar estruturas atômicas de cristais no solo marciano. Foi a primeira vez que a tecnologia, conhecida como difração por raio-X foi usada para análise de solo fora da Terra.